CONTINUANDO ASSIM...

30 de Nov de 2009

partindo cordas....

eu

sms:


e hoje...aqui ao Sol, pensei com uma clareza que me assustou. Pensei que me preocupas duma forma irracional...
Junto o ponteado.... com uma só linha, igiual aqueles desenhos que todos faziamos quando eramos crianças...sabes? :) e que no fim do risco nos mostrava uma figura qualquer :). E com a tua linha, já unida nas pontas, vejo-te.
E não gosto do que vejo. :( apesar de tudo o que ainda vou sentindo por ti, hoje serei o mais frontal que consigo ser.
lamento a tua incapacidade de amar, que se traduz em tantas atitudes, que bem sabes....
sempre que alguém precisa do teu amor... mesmo sem o pedir , tu não estás! E não falo de mim...
..:) , que de nós, ja me escuso de falar...
falo daqueles que vão ser teus até ao fim da tua vida ...aqueles, que não consegues descartar , assim tão fácilmente da tua cabeça...
E pergunto, já sabendo a resposta. Qual é a capacidade de amar, que tens , quando a tua mãe, precisou mais de ti , do que de ninguém... e sabes do que falo.
Tu foges sempre , e mais uma vez....para longe dos que te precisam , para junto de alguém, onde possas ser quem não és ....ou quem és realmente .
Como é que alguém te pode querer, quando tu , nunca partilhas nada , verdadeiramente...
Fico triste, muito triste , conhecendo essa tua incapacidade de dar ...assim incondicionalmente...só dar.
Fico triste, por saber que tu nunca mudarás nada em ti.
Embora eu acredite que possas mudar, sei que não queres.
E fico a olhar o Sol, impotente...sem conseguir fazer mais nada... por alguém de quem tanto gosto.
Sem conseguir fazer mais nada por ti, mesmo conhecendo-te assim tão bem.
Desculpa a frontalidade ( ou não desculpes, acho que é indiferente), mas foram e são tantas as tuas atitudes, que revelam , não só que não estás bem , mas também uma construcção muito distorcida de personalidade... ou carácter , eu nem queria ir tão longe...
Uma personalidade, fraca , nubelosa... baseada em momentos, que só pensas em contornar, habilidosamente.
Digo-te isto tudo por ti, e para ti . Já não por mim...
talvez te faça pensar , naqueles que abandonas quando mais te precisam .
E a ti...sabes? Nunca ninguém te abandonou , em nenhum momento. Nem nunca ninguém te abandona, mesmo que tu não digas nada, mesmo que nem saibam onde estás, por não quereres que saibam...
Gosto muito de ti, tu sabes :) . E sem cinismo nenhum, se estiveres feliz...eu estarei contente . 

SEM RESPOSTA
SEM RESPOSTA
SEM RESPOSTA
....
.....
.....



Pequenos hábitos...


Talvez porque tudo na vida seja feito de pequenos ou grandes hábitos...habituei-me à tua breve presença nocturna, figurada em curtas mensagens, talvez seja mesmo tudo isso...

Apenas hábitos... Que nos formatam o saber esperar...que nos avisam os momentos que sabemos vir a viver...mesmo que sejam breves, mesmo que seja tão pouco, mesmo querendo cada vez mais...esperamos por eles, conforta-nos o saber que vão chegar à hora mais ou menos marcada…

 Esses pequenos hábitos que vamos organizando como uma segura defesa... quando nos falta o hábito,  tão frequentemente habituado, desorientamos o raciocínio, questionamos tudo, mesmo aquilo que sempre foi inquestionável, e não queríamos pensar em questionar.

Apoiados no pequeno hábito adquirido, deixámos de equacionar...

Pequenos ou grandes hábitos, criam a confortável ilusão de certeza...a certeza, que aquela mensagem nos chega à hora marcada, pode ser curta ou mesmo não dizer quase nada.

 Mas a certeza da sua chegada faz-nos pensar que organizamos os sentimentos, tão frágeis, tão inseguros, tão ténues....mas esperados

Quando o hábito se quebra, sem aviso prévio, assalta-nos o tenebroso desespero, a incerteza....
Não nos apercebermos que apesar do pequeno hábito, simplesmente, nada assegurava nada, apenas nos embalava naquela doce ilusão de pensar, que o hábito nos segura e afaga a alma....

Pequenos hábitos que aliviam grandes feridas, e que quando cortados assim abruptamente e sem aviso, as transformam em chagas ainda mais profundas...

Pequenos hábitos...

Uma pequena, curta ténue e simples, ou disparatada mensagem... aliviava... só aliviava... apenas aliviava 

(já há muito que nada me dizes ...depois desse iogurte... o que queres que diga às pessoas...?? )







29 de Nov de 2009

E quem disser que não liga a estas coisa.... eu acho que mente!!! loool


100 seguidores,  aqui deste cantito perdido no mundo :) :)

fiquei contente quando reparei  ali ao lado , que já tinha 100 pessoas que me dizem que passeiam por aqui ...e que vão continuando assim.... :)

E quem disser que não liga a estas coisa.... eu acho que mente!!! loool

... não querendo tornar este espaço uma "chatice" ... por agora acabamos a saga ada Informação médica... médicos ...Doutores ...laboratórios e afins ...


ficou um cheirinho do livro ...que ainda está muito muito embrionário :) 

agora ... vamos , andar por aqui 
Continuando assim......

(agora vou visitar os vossos cantitos perdidos neste mundo )

Armando acordou cansado


Armando acordou cansado, voltou-se para o outro lado com vontade de não sair da cama….
Mas tinha que ser, não podia chegar atrasado, logo hoje que o chefe de sector vinha ter com ele… o chefe de sector …o João Rocha!
Trinta anos mais novo que ele, e cheio de novas estratégias de marketing,  e com uma conversa que enjoava Armando, que nesta labuta já andava há muitos, muitos anos.
Agora estava quase na “prateleira”, depois de ter dado quase toda a sua vida ao laboratório, do qual nunca saiu.
Arrastou-se até à casa de banho, e sem vontade de tomar banho, sem vontade de nada, nem duche tomou.
Disfarçou qualquer coisa com uma lavadela de cara e um desodorizante barato.
Armando já tinha conhecido melhores dias na Indústria Farmacêutica, não era aumentado já lá iam 5 anos, e pacientemente, observava o desfile de gente tão nova a ser promovida a cargos, para os quais Armando não lhes reconhecia competência, com ordenados, escandalosamente chorudos.
Armando sabia visitar médicos, sabia como se fazia uma excelente visita de informação médica, como falar com eles, sabia o que tinha de esperar, conhecia a zona há mais de 20 anos, passeava-se por ali há tanto tempo que assistiu a mudanças e andanças nas vidas de quase todos os médicos, que o conheciam tão bem, e que por hábito, respeito ou sei lá o quê, prescreviam a Sinvastatina do Sr. Armando, medicamento, que até há algum tempo tinha nome, e agora era só sinvastatina com a sigla do seu laboratório.
Agora, com a invasão de vários genéricos, com várias marcas, a luta era outra, e mais feroz. Para Armando não fazia sentido que os medicamentos genéricos fossem mascarados com pseudo marcas …
E tanto lhe custou a adaptar-se a tantas coisas novas, e à degradação total, da Indústria Farmacêutica, que foi observando tristemente na sua profissão. Esta sua profissão, que tanto o tinha feito orgulhar-se de si mesmo, no tempo em que se sentia preciso.
Por isso Armando não tinha nenhuma vontade de passar o dia com o seu chefe João Cabral, tinham tão pouco para dizer um ao outro.
Armando pressentia que a conversa daquele dia, que começou tão preguiçosamente, não iria ser agradável para o seu lado, isto porque recordava o discurso do director geral de vendas na última reunião de ciclo, onde frisava a todo o instante, a necessidade duma remodelação de estratégias e na indispensável injecção de juventude no “campo”! Iriam recrutar delegados novos…
Armando podia adivinhar o que lhe esperava e por isso, como num acto de protesto infantil, recusou-se a tomar banho naquela manhã.
Sem se barbear queria confrontar o seu chefe que tinha quase a mesma idade que o seu filho Henrique, que estava quase a acabar a faculdade.
E o que ele tinha sofrido para que o filho ali chegasse, mas pelo menos tinha a certeza que nunca o seu filho, faria as mesmas figuras idiotas, que o João Cabral fazia com o maior à vontade.
João Cabral, que de instrução era parco e só se sabia valer, e bem, da sua esperteza meio mesquinha e sem escrúpulos.
Cansado, depois de ter dormido tantas horas, preparava-se para tudo naquele dia.
Olá Armando, como estás?
O chefe, tinha madrugado propositadamente para chegar antes dele, assim começava o dia já cheio de trunfos, tão primário e evidente…
Sabes Armando, nos dias de hoje se não estamos aqui por volta das oito da manhã, perdemos meio-dia de trabalho…há que visitar os médicos no começo das consultas, senão como é que eles se vão lembrar de prescrever a nossa sinvastatina, e sabes que neste momento há mais de 20 diferentes no mercado! Temos que inovar Armando…, definir estratégias, pensar mais rápido que os outros, tu sabes que esta “guerra” hoje é assim…já não tem nada a ver com aquilo a que estavas habituado…isso são tempos que já lá vão!
Começou logo assim, sem dar tempo a Armando para, pelo menos, respirar depois de o cumprimentar.
Armando não respondia, geralmente não respondia e apenas abanava a cabeça como quem concorda com tudo o que ouve.
Tal como previra o dia ia ser quente de temperatura e humores…
Sim, de facto nada disto tinha a ver com os outros tempos …
Armando lembrava-se do tempo em que visitava médicos especialistas nos seus consultórios, fazia amizade com as secretárias e era sempre tão bem recebido por todos eles. Nessa altura havia tempo para conversar, para explicar e até para deixar algumas amostras de medicamentos, que os médicos guardavam, muitas vezes para dar a doentes mais necessitados e que pouco dinheiro tinham para gastar na farmácia…. O pensamento vagueava por esses tempos que não diziam nada a João Cabral…esses tempos, em que eram poucos na profissão … esses tempos em que a sua profissão era ainda, tão digna…
Já falei com a Dr.ª Ricardina e com o Dtº Castelo, vamos levá-los ao congresso internacional, eu já fiz a primeira abordagem mesmo aqui à porta, agora na visita combinamos os detalhes, tu estás a precisar disto Armando! Senão como é que vais subir a tua cota de mercado, paninhos quentes já não dá. Mas não te preocupes eu estou aqui para te ajudar.
Armando fingia agradecer com um leve acenar de cabeça, graças a tudo e mais alguma coisa, graças a ele, que tinha conseguido que o seu filho estudasse aquilo que gostava e no qual iria ser bom certamente, e nunca na vida teria que ser hipócrita para ninguém, tal como ele teve que ser tantas vezes.
Pensava em tudo isto enquanto observava os maneirismos de João, o seu sorriso de plástico e as suas operações de charme, daquele mais baratinho, mas que encantava as doutoras ali do sítio, já entradas na idade e querendo rejuvenescer a todo o custo, pintando o cabelo e as unhas de cores estranhas.
Começaram o dia assim… e Armando falava de trivialidades com médicos que conhecia há anos, mas que por qualquer razão se tinham esquecido dele na hora das prescrições, e por isso tinha que concordar com o João Rocha, há que fazer alguma coisa.
Sabia que o laboratório, tinha verba disponível para levar médicos daquela zona ao congresso internacional, que naquele ano seria nas Filipinas, o convite estendia-se à família, pelo menos a um acompanhante.
Fazendo contas de cabeça, Armando concluía que a zona subiria consideravelmente em cota de mercado, a sua Sinvastatina ia sobressair…afinal o João estava ali para o ajudar, ou adiar a sua reforma antecipada… pensada nisto, nauseou-se e não conseguiu disfarçar um enorme desconforto, que o fez afastar-se de João com uma desculpa qualquer, foi comprar cigarros…
Pelo menos uns minutos, tinha que arejar sozinho.
Terminada a manhã, depois das visitas, dos convites e do “negócio” feito, foram almoçar.
Armando queria comer depressa por não suportar olhar de frente a cara de João durante muito tempo.
Tu viste Armando?! Não custou nada! Estavam mortinhos pelo convite, agora vamos ver se a Dr.ª Ricardina pode levar os filhos…mas deixa estar que eu falo com o Lopes. Tens o ano safo, aqui!
O Lopes… era o director nacional de vendas… ele conseguia…. Armando nunca se quis questionar como eram justificadas estas despesas, que perante a lei não são permitidas e severamente punidas. Mas agora não queria pensar nisso… olhando distraidamente, para os caracóis luzidios de brilhantina de João Cabral…começou a olhar muito para lá daquela imagem plastificada à sua frente.
E, recordou os tempos em que reivindicava os direitos dos trabalhadores com uma força desmesurada, em que combatia a corrupção e que lutava mesmo na clandestinidade contra o fascismo, o tráfico de influências e todas essas lutas que quase se obrigou a esquecer…será que João Cabral, no cimo dos seus ridículos sapatos de biqueira quadrada, sabia o que isso era?...será que passava valores de liberdade e responsabilidade aos seus filhos..?
Perguntava-se mentalmente, sorrindo e adivinhando logo a resposta.
Nem abordou nenhum assunto com João Cabral, simplesmente assentia com a cabeça com um sorriso mascarado de satisfação e um sentimento oculto de nojo desconsideração pelo seu jovem chefe, que brilharia com os seus números no final do ano.
A sinvastatina do Armando iria vender mais que nunca graças aquela gente das Filipinas….
Sim João de facto vai ser muito bom para mim…pode ser que aguente no laboratório até ao final do ano, talvez assim o Lopes não me dispense com uma indemnização e o subsídio de desemprego….obrigada João
Pois é Armando…até final do ano tas safo….mas não te esqueças que está prevista uma fusão do nosso laboratório com outro, em Janeiro…e aí já sabes como funciona…infelizmente é assim…muda tudo, e os mais velhos são sempre dispensados…
Armando voltou para casa ao fim do dia, nem tinha tido tempo de falar um bocado com a Helena que estava marcada com ele naquele dia, naquele centro de saúde, também lá estavam o Carlos e a Elisa, mas com esses colegas ele falava pouco, tal como ao João Cabral, pouco tinha para lhes dizer….
Já quase ao anoitecer entrou em casa, era Verão esteve demasiadas horas na forçada companhia do seu chefe, e voltava agora derreado, já sem força para lutar, para falar, ou mesmo tentar ensinar qualquer coisa.
Aquele seu fantástico chefe, tanto que ele ainda não sabia.
Triste concluiu que não valia a pena…que estava acabado para aquela profissão, pela idade, pela inadaptação, por tudo e mais alguma coisa.
Só se sentia satisfeito de não ser obrigado a corromper mais ninguém depois do fim do ano.
Se calhar voltaria para a luta que tinha deixado a meio, já com quase 60 anos, 30 deles dedicados aquele laboratório, só tinha pena de não sair em glória, o João Castro, tinha-lhe tirado esse prazer com o dia de hoje, quando resolveu subir as vendas da zona, na forma mais execrável.
Felizmente tudo acabaria em breve.
Entrou em casa, e com vergonha de si…naquele dia, deu um beijo tímido ao Henrique, desejando que ele soubesse lutar até ao fim, e que em nenhum momento se deixasse apanhar nas malhas da manipulação.
Sonhador… como sempre!
Depois de lamber as suas feridas sozinho, satisfeito, jantou com o seu filho e a sua mulher.
Jantaram alegremente pescada frita com arroz de grelos, tudo bem preparado e com especial carinho, pela Henriqueta, sua mulher de toda a vida, companheira de luta, de vitórias e derrotas, e que também ela, queimava as pestanas todos os dias num organismo público, onde também ela… já pouco podia mudar…
Soube-lhe bem o jantar…e curou a azia do almoço!




27 de Nov de 2009

Barbie Girl !!! são mais caixinhas a sair na farmácia local!




O recrutamento nesta indústria, que se tornou tão comercial em todas as suas vertentes, hoje em dia, passa muito pelos atributos físicos dos candidatos....” helena pensava assim como quem não lhe apetece perceber, já tantos anos se tinham passado e cada mais o conhecimento dos medicamentos , das patologias interessava cada vez menos ”
É só passar num centro de saúde, olhar com olhos de ver, e no meio daquela gente toda rodopiam umas "misses" falhadas.... e uns "modelos"
que ficaram na prateleira da agência…
Porque é tão poucochinho o que se tem para dizer aos doutores e doutoras que... sempre podem "regalar" a vista nos poucos minutos que dispõem para receber os "gestores" de zona!
E espantem -se....ISTO VENDE ..... são mais caixinhas a sair na farmácia local!
Ao sair do duche que iniciava o seu dia para uma actividade que já tinha conhecido uma maior limpeza, vestia-se com calam escolhendo a roupa que não iria deixar ficar mal aos olhos dos doutores.
Helena começava sempre o dia da mesma maneira , com o pequeno almoço no centro de saúde.
No meio dum café e dum pastel de nata lá ia sorrindo e cumprimentado os doutores antes das suas consultas, sabia que olhando para ela talvez o nome do medicamento a prescrever ficasse na ponta das suas canetas.
Nas hoje a competição era grande, provavelmente sairia numa receita qualquer o medicamento da miss A ou miss B….
Valia-lhe a antiguidade algumas amizades (tão pouquinhas em todos esses anos..)
o que fazer?

Pois é... para vencer nesta indústria há que "entrar na dança"...
Vamos então encarar esta profissão numa vertente puramente comercial!
Quantas vezes eu ouvi: "Helena, ainda tem um" budget" elevado para gastar com os seus "clientes"! já estamos a meio do ciclo e ainda não realizou nenhuma acção especial com os seus KDoctors!!
Eu nem queria acreditar em tanta transformação!

É bem verdade... a indústria funciona mesmo assim... a cada delegado de informação médica,  é atribuída uma verba que supostamente terá que gastar com os seus  "clientes" ( que mal me soa esta palavra!) ,com o intuito de "angariar" mais prescrições dos seus medicamentos.... e se essa verba não for gasta, o delegado de informação médica (desculpem ...o Gestor de Zona) fica mal visto perante as chefias.... porque não investiu o que devia, e assim será difícil as "caixinhas " saírem nas farmácias!!
Há que ir ás farmácias perguntar quantas embalagens saíram, quem prescreveu, o que é que "sai" mais, quais os médicos que estão a ter mais receitas a sair na farmácia… 


É verdade! Tenho que passar pelas farmácias hoje, não sei se o Dr. Andrade sempre cumpriu o prometido, mas isso logo me diz o Sr. Albano da Farmácia Central, essa está sempre cheia até à porta!
Quando as  "vendas "não sobem...e os delegados desesperam... há que pensar em fazer alguma coisa…
Que tal organizar um fim de semana num hotel de luxo? reunir uma dezena de médicos, duma determinada região, com as suas famílias. Tudo pago! Para todos!!....
Assim certamente as vendas dispararam na semana seguinte!
Têm de ser...por muito que te custe tens de fazer alguma coisa...
Helena escolheu com cuidado os médicos que iria convidar, o objectivo era só um, subir as vendas naquela zona!
E na realidade as vendas subiram, a pique!! pelo menos durante a semana seguinte à "reunião científica" que se realizou num hotel  de luxo, aquela “reunião científica “ que de científico teve tão pouco…
Helena não se lembra de ver na reunião todos os médicos convidados, provavelmente teriam ido aproveitar o Sol…sim porque estas coisas oferecidas assim tão amavelmente são mesmo para aproveitar!
Ao fim do terceiro dia de “reunião”, Helena encarregou-se de recolher os certificados de presença, aqueles que iriam fazer com que os seus KDoctors  não fossem penalizados com faltas ao serviço.
Foram três dias num Hotel a Sul do país, 5 estrelas para quem, bastariam só estrelas cadentes.
Helena pensava no regresso a casa, já não suportava mais construir o sorriso, terminado o fim-de-semana prolongado, balanço feito, pensou que iria conseguir e com um sabor tão azedo de missão cumprida voltou para Lisboa
Que alívio!! já não sou despedida....

Que gratificante…




26 de Nov de 2009

doctor doctor give me the news....


E lá fui eu para o "campo" visitar médicos. Trazia a lição bem estudada... abordar quem tivesse como indumentária...a preciosa bata branca. 
Nessa altura visitava os médicos de especialidade e apresentava medicamentos de investigação. 
Os médicos faziam perguntas...mostravam interesse, e aprendiam !


Este "estado de graça" durou ainda uns 3 anos.


Mudei de laboratório, e durante mais 5 anos as coisas continuaram a correr éticamente.


Observava o rodopio de delegados nos centros de saúde nos hospitais.... Médicos a chamarem delegados do laboratório "tal " e do "tal"... 
e eu , como não tinha para oferecer , aquilo que era realmente "importante" (pensava eu , informar os doutores) , lá esperava... e esperava...


Saíam sorridentes dos gabinetes dos médicos...muitas palmadinhas nas costas , muitos risos e sorrisos ,muitas meias-palavras.


e eu lá esperava ...e esperava ...que o Sr. Dr. ,encontrasse um tempinho para me receber...


Muitas vezes, (mas mesmo muitas) as visitas...que deveriam ser de informação médica, não duravam mais do que dois minutos, sem que o Sr. Dr. se dignasse , a tirar os olhos das receitas que estava a passar em catadupa!


Depois,  percebi porquê...não tinha nada de "jeito" para lhe oferecer....
O Dr. não queria informação... e eu que pensava que era delegada de INFORMAÇãO médica... mas não era. De facto não era.


Os médicos já conheciam os medicamentos!
O que é que nós andávamos ali a fazer? Para que quer um médico mais informação de um fármaco que já prescreve há mais de 20 anos? Que não lhe traz nada de novo??


E foi assim, que nos bastidores dos Laboratórios da Indústria Farmacêutica ,o médico passou a ser "O CLIENTE"...e o Delegado de informação Médica ...passou a ser "O GESTOR DE ZONA" ou"O GESTOR DE CLIENTES". 
Ou seja.... As nossas "visitas" passaram a ser "transacções comerciais"!!.......


Mas afinal...quem paga esta factura...é o doente, e só ele.... "Engenhoso" .


E então,  comecei a ver doentes que se dirigiam às urgências com uma dor de garganta (fácil diagnóstico ),  e que em lugar de sair com a prescrição de um anti-inflamatório e um anti biótico, saíam com um receituário de "levar as mão à cabeça"...
Cheguei a ver numa mesma receita, 2 anti inflamatórios diferentes, 2 antibióticos diferentes, 2 anti piréticos diferentes...um xarope para a tosse e um anti tússico em comprimidos!!!! (agora...tirem as vossas próprias conclusões)


Será importante referir também....que nessa urgência se encontravam pelo menos 10 "gestores de zona", muito bem apessoados, com sacos de brindes... e lanchezinhos...e bolinhos.... e conversinhas com os Drs. que por ali andavam... e confirmações de datas... de mais não sei o quê...de tudo e mais alguma coisa!!! ....e ESPANTEM_SE! é expressamente proibido visitar os doutores nos serviços de urgência!....mas o "patrão " quer números!
Quer VENDAS NA ZONA!!! O delegado de informação médica...tem de VENDER.... não tem de "informar" nada.
Utilizando para isso, os meios que quiser ,que puder...que inventar....os números têm de aparecer no fim do ciclo! senão...são dispensados...!


Pois é...é de gritos e é espantoso....como é que ninguém faz nada...



Mas ainda há mais.... a saga continua ...








24 de Nov de 2009

atenção, os egoístas sabem beijar!





Anónimo disse...
O EGOISMO FAZ BEM , MUITO BEM .
MORTE AOS ALTRUISTAS.
ANA PRADO


A anónima que me deixou este comentário ... fez-me pensar que  :
No beijo somos puros.
No beijo nunca racionalizamos..
No beijo somos nós.
No beijo podemos viver vidas inteiras!


mas.... atenção, os egoístas sabem beijar! 
e bem !!
quanto mais não seja para proveito próprio, não sentem é a mesma coisa .... infelizes deles ...

um beijo!!!! 

a chave do medo



Encontrar a chave para fechar o medo.
Medo de ser, medo de desaparecer, de morrer, de perder, de sofrer...
Medo da solidão que espreita em todo o  lado. 
Medo de ficar só no meio de tanta gente, medo das gentes, medo dos hábitos....medo de amar, medo de amar demais, medo de não conseguir ser.
Medo de não conseguir mais...ter medo!


Encontrar a chave, para fechar todos os medos que se podem fechar
e...abrir, porque vivemos com eles, com todos eles.
Medo de ser livre, medo de dar liberdade com medo, de ficar prisioneiro duma liberdade qualquer que não a nossa.
Encontramos um dia essa chave, fechamos esses...abrimos outros...sem ter medo de nós, dos nossos sentires.
O medo... vai estar sempre lá, vai viver dentro de nós, medos velhos dão lugar a novos.
Mas um dia, um dia qualquer encontramos a chave para fechar os medos que nos levam a liberdade, ficam lá...
Fechados ali, existindo, mas não livres.
Porque um dia temos que prender os medos, esses que até nos fazem viver, esses medos que nos vão fazer viver em liberdade.
Um dia prendemos, nunca podendo dizer que vivemos sem eles, os medos que fazem parte até dos destemidos
O medo é racional, e racionalizando ,,,
Fazemos com que se tornem cada vez mais pequeninos, precisamos deles...desses medos...para sermos livres, livres sem medo, dos medos que sempre temos.
Um dia encontramos a chave...e, só os soltamos, quando nos forem precisos, porque um dia crescemos...e, crescemos sempre com eles...
como dizer-te... não tenhas medo de amar, se os amores são cheios de medo
Como dizer-te... não tenhas medo de viver, se a vida vive com medos
Como dizer -te...não tenhas medo de voar, se até de alturas temos medo
Mas encontramos a chave, encontramos sempre,  para que eles vivam ali , atrás dessa porta ...
Vão estar sempre lá, sossegados, vais senti-los lá...sossegados,.
E tu,  vais aprendendo a deixá-los viver na tua vida.
Mas.... No lugar certo, nesse lugar, quem tem essa fechadura, que só tu podes abrir e fechar.
Não tenhas medo de ter medo...porque o medo nada te faz....porque o medo...
Por vezes, tem medo de ti...

para ti  meu "azeitoninhas" para que nunca tenhas medo do medo .. 

e poderia ser... Mother and son :) 



O egoísmo é abominável !


Sem antes nunca o ter feito, naquele ano, comi camarões na véspera de Natal...

Devorei-os,  a pensar que aquele Natal seria o primeiro de muitos, em que poderia comer qualquer coisa a qualquer hora, desde que fosse ao pé  dele... em qualquer lugar...
Habituada às  habituais reuniões familiares da "épocazinha" ....desta vez,  comi camarões no Natal.

"Que vamos fazer?".
..Pergunto a medo...nunca sei qual vai ser a resposta...
Está tudo combinado duma maneira ,e de repente fica tudo ao contrário... volta-se tudo de pernas para o ar, era sempre assim...

Caminhava no percurso das palavras...como quem caminha num lago, onde o gelo se pode partir a qualquer momento.
Lidava com isso...como quem lida com uma "desrazão "constante e incómoda
Caminhava sobre fios de pensamento...
Tinha aprendido a lidar com tudo isto, depois de meses em que...tudo foi uma "desrazão "

Inventei palavras, para codificar aquilo que ninguém consegue entender
Eu tentava ...mais uma vez , eu ...não sabia as respostas

" Odeio esta cidade! Odeio esta épocazinha..."

Nada de novo para mim....

" Então.. onde queres ir...?"
....novamente a medo e já adivinhandoo que aí vinha...


" Olha, não vou a lado nenhum. Vou ficar aqui em casa sozinho... tu, vai lá ter com a tua família! Deixa-me sozinho!! "
Os meus olhos ardiam de tão abertos, para não se converterem assim de repente ,em cascatas salgadas...
porque o sal queima a cara, e muito!!

"Mas...não queres vir a casa da minha irmã....? vai lá estar toda a gente...menos o M. que foi passar a noite com o pai...."
--- Nem sei porque pergunto se já sei o que vai lá dentro ---

Eterno processo de vitimação... compreensível..?... Limites que eu não impunha , que só agora avisto, ainda sem total clareza.
Por vezes, para os avistar tenho que semi -cerrar os olhos...assim como quem quer e não quer ver.
" Não. Vai tu!..... a minha mãe também está à minha espera...mas eu fico aqui! "
Era meio da tarde... o tempo é deprimente nesta época, tudo passava a der deprimente.

" Esta bem...mas vais ficar sozinho....? "
--- Que mania a minha de fazer perguntas, para as quais já sei a resposta ...e o que provocam...e que tanto o provocam ---
" Olha...sabes o que me apetecia?... ir dar uma volta a Alcochete... ainda não fomos desde que chegámos de Londres ..."

Desta vez as cascatas rolaram... sorri.....feliz, tão pouca coisa me fazia feliz...
Nem eu entendia...
--- Alcochete....onde tudo começou.... No pontão....a queda...o riso...o abraço...a esperança...tudo...Alcochete era tudo, e nada...---
" Boa! vamos!..." sorri, de sorriso aberto.
--- Não o vou deixar sozinho....não faço isso... esta noite o M. esta com o pai... posso ficar com ele. Claro que posso!! o resto pode esperar ---

A minha decisão é sempre rápida...a correr...avalio tudo em segundos...
Ele não pode esperar!

--- não vou esta noite lá casa, ao pé de todos os que me esperam ...mas vou amanhã...
Acho que vão perceber.... Pela 1ª vez não vou passar a noite com com toda a família... Estava habituada...mas que importa?  estou com eles amanhã...e é mais importante ficar com ele hoje... ele não vai ficar sozinho nesta noite, não pode ficar... ---
baralhava pensamentos , que se soltavam sem  eu deixar, lá de dentro,  daquela "gavetinha", que eu não controlava. Que abria e fechava sem eu conseguir comandar... 


Chegámos a Alcochete já era quase noite ( é sempre de noite tão cedo).. 
Passear por ali...ir aos mesmos sítios onde íamos.... foi um soprar de boas recordações....voltar a sentir a saudade, que  naquela terra de luzinhas para lá do rio, ele tantas vezes deixou comigo.
Só podia correr bem...

" Olha..eu fico contigo esta noite, eu fico contigo todas as noites " disse-lhe sorrindo.
E pensava, ... não tenhas medo que eu estou aqui, vou estar sempre aqui...


" Ficas..? " olhava-me satisfeito, vitorioso e algo emocionado

" Claro que fico! "...... Eu fico sempre, eu ficava para sempre...


Os telefones tocavam, chamavam-nos a um e a outro, para as Ceias de natal, esperavam por nós ... 

Com cuidado...tentei explicar que não ia...que ficaria com ele ...que não o podia deixar sozinho...
Perceberam, sempre percebiam tudo  ( porque quem ama não julga )


O telefone dele tocava,  ele não respondia...quase nunca respondia.
Enervava-me esta mania que tinha de deixar tudo no ar....
De deixar tudo em suspenso... em banho-maria, nem sim nem não, nem nada...
Mania de quem não se quer comprometer com ninguém.
Nem por ninguém, nem com ele própio...

...atitudes, de quem pode mudar assim, quase dum segundo para o outro...
Mas era sim.... E eu sabia tão bem que era assim.

--- Mas porque raio  não atende o telefone à mãe ,e não diz que ...não vai...simplesmente, que não vai.
Porque tem que estragar tudo a toda a gente...porquê esta necessidade de atenção?

... De ser o...incompreendido com reacções estranhas....era assim. Não sei se era assim de prpósito, ou se nem se apercebia do que era.
Na altura, não percebia....na altura, eu ainda não percebia quase nada ...
Hoje tento convencer-me todos os dias, que percebo...e continuo sem nada entender.
nada entendo…
Não falou com ninguém...mensagens da mãe...do irmão, que ficaram sem resposta, com Ceias tristes...
(porque é mais cómodo...não responder.)
Apesar deste episódio dos telefonemas...e das "justificações" à família, eu estava cheia de ar! !!...
estava feliz...porque era o primeiro Natal que passávamos os dois sozinhos....

(podia ter sido numa fantástica viagem para um país a Norte, a Sul, distante, perto, quente ou frio..mas não. ...eu estava feliz ao pé dele mesmo no ar gelado  de Alcochete, que eu conhecia tão bem ).

Emocionava-me pensar... a mim, emocionava-me tudo
E queria acreditar em nós ... eu tinha a certeza!

....certezas...de nada

Como se pode ter alguma certeza...com quem não atende o telefone...para se proteger...dele próprio? ignorando tudo e todos ?


---- O egoísmo é abominável. --- 

Pensava eu baixinho, sem fazer muito barulho dentro da minha cabeça.

Vá lá ,esse pensamento  deve ser o correcto.

Mas não te dá jeito nenhum estragares esta espécie de  sonho, com ele...vá...arruma-o!
Lá na “gavetinha”!

Pensamentos arrumados. Telefones desligados.
Ali estávamos os dois.. Para a nossa primeira Ceia de Natal.

Restaurantes fechados, 7 da tarde...já tínhamos fome...

" E se fôssemos comer uns camarões a uma cervejaria..que já estou cheio de fome? "
" Sim vamos...eu também já estou com fome "

concordei...concordava sempre...mesmo discordando de mim... 

( camarões no Natal??? então e o bacalhau com couves?? ).

 --- Ainda é cedo para jantar...e hoje é natal... que sensação estranha...que deprimente....tem mesmo que ser assim?... mas vamos em frente ---

Sentados, com uma enorme travessa de camarões , mesmo á nossa frente... sujámos as mão...comemos... bebemos...rimos... conversámos...e jurámos que a partir daquele  dia, iria ser sempre assim !! ...nós os dois...e o resto do mundo!!

Sabia onde me tocar, para ver os meus olhos brilharem. Sabia sempre ....


Não foi nós os dois... e o resto do mundo...nunca foi. 


 Nós os dois, é partilha!
e...
 O egoísmo é abominável !

( esboço ...para o livro "Continuando assim ..." , escrito na madrugada de 21 Janeiro 2009 ) 




23 de Nov de 2009

"las peliculas hay que terminálas ... aunqué sea a ciegas. "

Acabei de ver !  ... e como diz Mateo Blanco :  "las peliculas hay que terminálas ... aunqué sea a ciegas. " ...... terminarei a minha ... um dia ....

Almodovar No seu melhor!!!

Se não se importa...

Se não se importa.... façam o favor de ver este filme , todos vocês :) 

depois digam-me se eu não tinha razão em recomendar... é só o melhor filme, que vi nos últimos anos :) 


22 de Nov de 2009

Vamos saltar ao elástico?



Vamos saltar ao elástico?

Vamos…
Tu não! Saí daqui… menina de vidro! Menina de vidro!

Sim, tu não! Tu nasceste no caixote do lixo!

Não nasci nada !!! Eu até sou parecida com o pai!

Ai és?! Tu és loura! Aqui ninguém é louro, só tu! Eu não sou loura, a P… também não, nem o J V… nem o J M … por isso nasceste no caixote lixo e a mãe foi lá buscar-te! Por isso não podes brincar, não és da família! …menina de vidro!

- Mãe, quero pegar nas minhas gavetinhas e ir para casa do tio Manecas! Essas parvas têm a mania  que são espertas…. Qualquer dia vou para cada da tia Manuela e do tio Manecas!!  Elas dizem que eu nasci no caixote do lixo, porque sou loura… e cá em casa ninguém é louro …só eu …

- Não sejas palerma. Não ligues ao que elas dizem.

( pois… só eu é que sou  loura . O tio Manecas também ! )

Beijo tio, aí onde estiveres, já partiste daqui, há muito… e deixaste muitas saudades, ontem e hoje,  lembrei-me de ti 

contadores de blog



Depois de muita gente me ter dito que para entrar no meu blog , é uma chatice porque se abrem não sem quantas páginas, de não sei quê, retiro dali o contador.
Penso que deve ser ele que faz essas coisas... é pena porque gostava de ver os sítios onde estavam as pessoas :( , mais que os números ...os sítios :( 


Mas vai sair dali .) entretanto ficamos sem contador ( que pensando assim bem bem ... não faz falta nenhuma, esta mania de contarmos tudo é irritante )


Se algum de vós souber de um em que se veja os sítios e não dê chatices nos pcs da pessoas, avisem :) , senão .... vamos continuando assim... sem contar ninguém . Vai sair desde blog e do "in-senso comum" ( http://in-senso-comum.blogspot.com )





há tanto tempo que o sei....

 

E, eu ficarei assim,  como sempre, de pernas para o ar.
Mas desta vez, imponho o meu contraste com o cinzento edificado à minha volta, e obrigando-me, divertida estarei... 
cheia duma cor berrante que possa afastar qualquer recôndita dor.
Qualquer uma , que possa virar tudo de pernas para o ar outra vez. 
Mesmo fantasiando o amor, e depois de saber que tu te equilibras, eu brincarei com o meu divertido e garrido desequilibrar. 
E não me querendo ajuizar, assim  me deixo ficar, definitivamente ,fico assim,  de pernas para o ar. 
Longe de ti para sempre, encontrarei um novo cenário que não me envolva em cinzento, e que não contraste com a minha imposta berrante cor, porque só assim conseguirei continuar a viver...impondo-me uma cor de vida ...
Mudando este meu cenário gélido e tão assustador. 
Sabendo, que já não queres voar sem saberes , mas sim andar equilibrado,  em linhas desenhadas por ti... 

Longe de ti ...ficarei, já o sei...
há tanto tempo que o sei.... 

e tudo recordarei ...para sempre te recordarei... 

Mas num qualquer final, não morro, porque assim de repente, a vida nos veste meias de cores garridas ! 

E  ao contrário do que desejei, ficarei para viver uma vida de pernas para o ar , vazia de ti,  mas intensa em cor. 

Sabendo que agora vives sem fugir da tua sombra, e que a tua estrada te leva, num caminho escolhido para lá de mim...
vou mudando o meu cenário...
começando tão simplesmente, por vestir umas grossas meias garridas, e uns sapatos coloridos, onde sei que sempre me desequilibro... 
E que de pernas para o ar, me vão levar para um caminho não escolhido por mim, mas imposto por esta vida garrida, transformada num imenso e colorido  jardim.

20 de Nov de 2009

Em tuas mãos marioneta...



Em tuas mãos marioneta...




 Mãos suaves, de quem conduz fios de amor, mãos hábeis…


Em tuas mãos...marionetas, vivas de sentimentos puros, dedicadas a ti


Puxas marionetas, que só se reconhecem em tuas mãos, nas tuas mãos vivem, nas tuas mãos morrem.


Com as tuas mãos fazes viver marionetas de encanto, marionetas despidas de si.



Marionetas pensadas por ti...criadas dentro do teu eu, nas tuas mãos...marionetas de amor e desamor.


Presas com fios de dor, tão inseguras...marionetas sem ti... fios de brisa inconstante, nas tuas mãos...marionetas de desejo, que manipulas habilmente ...com ou sem  amor.


Habilmente, tocas, puxas, partes, embaraças, e rompes os  frágeis fios, que tem prendem a elas, não sabendo como  o fazeres ...



brincas...por não as saberes amar

não sabendo, dás-lhes vida plena, habilmente...com tuas doces mãos.


Movimentos perfeitos, levantas.... deitas...fazes sorrir marionetas...fazes chorar marionetas...fazes viver , as tuas marionetas .


Marionetas presas a ti , por fios inquebráveis, fininhos, agudos e insistentes, fios teus, criados por ti...presos nas tuas marionetas, que em ti vivem, que não ensinas a amar...a viver um amor de vida presa, em fios de marioneta...


Como uma marioneta, vive só para o seu manipulador...para o seu dono


...o seu mestre de sentires e movimentos, marionetas...em ti, marionetas para ti… marionetas de ti.


Nas tuas mãos marionetas que amam, a quem lhes dás o sentir mais apetecido de quem vive.
Nas tuas mãos...marionetas que vivem a maior emoção existida


Marionetas que choram, que riem, que amam, marionetas com dono, marionetas sentidas de ti, marionetas que morrem em ti




em tuas mãos..... Marioneta



Teresa Maria Queiroz/ Janeiro 2009




Comfortably Numb...







Existem pessoas, que fazem questão de não se  amarem, e de nunca quererem  ser lembradas, por ninguém. 
E numa atitude emotiva , irracional e esquizofrénica, vivem a sua vida profundamente infelizes, por se sentirem imensamente esquecidas




 Há pessoas assim






18 de Nov de 2009

vamos continuando assim... com cor




por agora, vamos voltar a ter cor


de cinzento, preto e branco, as emoções se vestem. para carpir 


vamos continuando assim... assim... com cor...
So whose to worry

If our hearts get torn

When that hurt gets thrown

Don't you know this life goes on

And won't you kiss me

On that midnight street

Sweep me off my feet

Singing ain't this life so sweet



This years love had better last

This years love had better last

This years love had better last

This years love had better last






quadro  de Horácio Queiroz         http://hoalfequei.blogspot.com

17 de Nov de 2009

andando por caminhos errados...




Por esses caminhos mutantes, andas por atalhos errados.
Passeias ainda nesse teu fatigado andar, cortando caminho, procuras e não encontras a tua saída.
Por caminhos errados, andas em passagens mutantes, e tão distantes...


Não corres... caminhas tão devagar...
Divagas sem destino, num rumo cromático no qual apenas te deixas deslizar, e escorregas por caminhos errantes, andando... e deslizando…


Já não te vejo desde aqui.


Mudando a tua cor, escondes-te de qualquer dor...percorrendo esses errados caminhos, acertas um passo tão curto, assim, tão devagarinho...


Não sabes se segues, se cais, se paras… para nunca conseguires chegar a nenhum conhecido lugar.
Aquela mutante cor, nada te diz no caminho , e nem conduz o teu andar.


Curvado sobre o peso,  duma dor isenta de qualquer cor, carregas-te...


E deslizas nesse cromático caminho, escondes-te andando, já mesmo adivinhando que nunca te verás chegando.


Passeias em ti, erras em ti qualquer escorreito amor, sem rumo.


Por caminhos errados, andas sem correr, absorves esse teu estuporado torpor.


Por esses mutantes caminhos errados, onde andas e não lhes sabes mudar a cor, nem nada aprendes, nesses caminhos sem dor.
Não te encontrando, caminhas... curvando-te, já sem qualquer amor

Teresa Maria Queiroz/Março 2009 quadro:acrílico s/tela Horácio Queiroz http://hoalfequei.blogspot.com
Beijo pai 


Aquela "nossa senhora" que ali vês, já não sou eu.




E hoje...
Hoje não me apetece ser uma "nossa senhora" crucificada! 
Porque ali de braços abertos e coroa na cabeça, apenas deixo que olhes para mim assim...
Hoje já só me apetece que olhem para mim, sem aquela ridícula coroa de "santa" na cabeça.


Hoje, tu já não me queres olhar de maneira nenhuma.
Hoje, já nem sequer me ouves... e eu falo-te todos os dias  no silêncio das minhas palavras, que podem tornar-se no som que tu quiseres.


E tu, se calhar,  até olhas e me vês tão escondido de mim...


Assim de braços abertos, na esperança de abraçar quem não quer o meu apertado abraço.  Assim já não vou ficar.
Tu não queres, e olhas-me de longe. De tão longe , que já mal te consigo ver, muito menos te oiço.
Não falo, fico estática porque me cansam os braços , de tanto te  tentar abraçar.


E hoje, hoje vou ter que os baixar assim devagarinho, definitivamente devagar.
Para não te assustar. 
E apagar aquela coroa branca, que tão mal me fica.
Essa auréola,  que por vezes tão ridícula me torna.


Vou sair dali, daquele improvisado crucifixo que sozinha ergui para mim,
para sustentar os meus braços. Na esperança de  que quando chegasses, ainda tivessem força para te abraçar.
Quando dali me desprender , vou correr por aí  até que alguém me abrace ,sem medo.
Até que alguém me abrace primeiro, até que alguém  me segure com vontade de não me deixar cair.


Hoje,  vou tirar aquela espécie de pregos, que ali me pregam e tanto me doem.


E tu ficarás assim, olhando para nada, porque eu ali já não estarei...


lilás... com auréola pálida...


Aquela "nossa senhora" que ali vês, já não sou eu.
Talvez alguém, um dia ocupe aquele lugar que ergui para ti, e que agora deixo, para que tu o possas contemplar sozinho.


Hoje já me doem os braços de tanto te esperar. Levitando num ar, que se me tornou repentinamente tão pesado...
Hoje, se calhar,  já te podes aproximar sem medo de me encontar.



Teresa Maria Queiroz/ Maio 2009 quadro: acrílico /tela de Horácio Queiroz  http://hoalfequei.blogspot.com



  e hoje...volta a ouvir o que já me esquecia  



16 de Nov de 2009

Sempre podia ouvir isto, e olhar para ti…






Apanhávamos um autocarro verde de dois andares, íamos sempre para o andar de cima, subíamos aquela escada em caracol a correr, eu atrás de ti, tropeçava no meu cachecol comprido, daqueles intermináveis que eu fazia, lembras-te? Pensava sempre em fazer um para ti...
acendíamos cigarros, que se  apagavam nos cinzeiros de metal. Acendiamos só  por acender...




Seguíamos para casa, apanhávamos sempre um de dois andares! Tinha que ser de dois andares!
Os bancos de napa preta, escorregadia, a cor dos bancos sintéticos, realçavam o preto nos teus olhos.
 O revisor que vinha cobrar o bilhete e nada dizia, e o cheiro... o cheiro a napa e a fumo…e o frio, recordo o frio que me era tão agradável.




 Fazíamos aquela viagem sem pressa, depois das aulas, seguíamos assim deitados no banco de trás, despreocupados com tudo, porque nada nos parecia preocupar. Aprendíamos a fazer argolas de fumo...




Apanhávamos sempre um verde de dois andares, que nos levava de casa para o Liceu, e do Liceu para casa.Tinha que ser desses.




As tardes eram por nossa conta, ouvíamos música, fumávamos cigarros uns atrás dos outros...acabavam , e amarrotávamos as embalagens de sg filtro 



Comprávamos discos de vinil na Discoteca Roma. O último disco importado e encomendado por nós, vinha de Londres!!
juntávamos todos os escudos que conseguíamos,  para o comprar.


Passávamos as tardes, em casa de  um de nós. 
Daquele que tivesse a melhor aparelhagem...Pionner , ou assim...  geralmente era na tua, eras tu quem tinha os melhores discos e o melhor gira discos.

Ouvíamos o disco, que rodava vezes sem conta, no prato da aparelhagem, eu fixava o rodar estonteante do vinil



 As agulhas, gastavam-se rapidamente de tanto uso, e começavam  aqueles ruídos irritantes de “batata frita”, lembras-te? 
Aqueles ruídos que tu não suportavas…


E  tinhas que ir a correr comprar outra agulha … eu esperava por ti, sem mesmo tu saberes que te esperava , tu ias e vinhas sempre  a correr …tremias sem querer…e sem eu saber porquê...



Ouvíamos todas as faixas, sem nos cansarmos de nada, porque nunca nada nos cansava, o disco rodava, com o som alto… até começar a anoitecer. 



Depois de para mim, deixar de ser aquele dia... 
Eu apanhava o 21... e ia para casa, esperando pelas 8 horas da manhã do dia seguinte. 
A hora que apanhava o autocarro verde de dois andares, que me levava ao Liceu, que me levava outra vez ao teu mundo ...



Quando o perdia, ia a pé devagarinho, com as minhas galochas vermelhas, cantarolando baixinho as músicas do disco novo, sabia-as de cor! 
E cantava-as para ti, mesmo que tu não me pudesses ouvir.


Esperava que as manhãs passassem depressa.
De tarde ouvia, olhando os teus olhos cor de azeitona , aquele último disco. 
E tu parecias nem dar por nada… nem por mim…parecia que nem estavas ali… 


Lembras-te? 
Apanhávamos aquele autocarro verde de dois andares e íamos sempre para o andar de cima.  
Subíamos aquela escada em caracol a correr, e riamos, riamos muito…. 
Depois deitávamo-nos no banco de trás …e fumávamos cigarros, só para os apagar naqueles cinzeiros metalizados… e eu, esperava pelas tardes …pelas horas, que passaria imóvel a olhar para ti


…mesmo que tu fingisses que não me vias , mesmo que me parecesse que não estavas ali, eu ouvia isto, e olhava os teus olhos tão pretos, sem tu dares por mim…sem tu dares por nada ...






15 de Nov de 2009

... e me diz onde é a estrada....






..... e o caminho se faz entre o alvo e a seta ...


..... quem me salva desta espada .....


..... tropeçava no riso, abraçava venenos.....


..... de costas voltadas não se vê o futuro.....


..... de que serve ter a chave se a porta está aberta.....


..... de que servem as palavras se a casa está deserta....

Para ti Pedro,... pela surpresa da mensagem :)
bom regresso!!

14 de Nov de 2009

Never Say Good Bye

 

Andei por ali  por aquele caminho, tantas e tantas vezes. Naquele Vale do Silêncio, demasiado silencioso....

 De mão dada contigo, a rir e a gargalhar, lembro-me que eu ria mais que tu...
Vínhamos da escola que era depois dali, daquele  silencioso caminho.
 Andávamos lado a alado , eu marcava o passo contigo. 
Caminhávamos tão devagar, sem pressa nenhuma de chegar a lado nenhum …
Tantas vezes por ali passei, de mão dada contigo, andava sem  sequer saber porquê…
Disseste-me , que tantas vezes esperavas por mim... não me lembro...

Ria-me contigo, sem saber de quê.
E tão pouca coisa , já  me deixava ser feliz.
Lembro-me que era feliz...

Naquele caminho, quando lá passei hoje, tentei recordar o outro nosso passeio, que nesse nosso tempo, não sabiamos  que um dia,  iria terminar.
Passo por ali tantos anos depois.
 Pensando em tanta gente que já  me disse adeus.
A saudade, que nessa altura não sabia um dia vir a  ter. 
Hoje, ela bateu-me à porta.e eu não quis abrir...

 Arrombou a minha porta, e entrou por ali dentro sem pedir licença a ninguém!
Passei hoje por ali, está igual ao que já foi, está igual ao que ainda é.
Ali apanhávamos folhas secas pelo caminho, ali as pisámos já mortas, folhas amareladas de  Outono.
Andava contigo por ali, com as minhas galochas vermelhas, aquelas que nunca se separavam de mim :)

 Ali...andei de mão dada... e há tanto tempo que não me lembrava.
Ali andámos de mão dada…
Não havia perigo naquele caminho, naquele não... e eu,  deixei de o seguir há tanto tempo
Hoje recordei quem um dia me disse adeus, não por querer, mas por não mais poder por cá ficar.
Hoje eu sei, aprendi hoje! 
Hoje sei, que há quem nunca nos diga adeus, mesmo depois de desenlaçarmos as mãos,.
Mesmo depois dos nossos caminhos se confundirem...mesmo depois de tudo, mesmo depois de te calares...mesmo depois de eu quase nunca te falar… 
Mesmo depois de eu, tantas coisas não conseguir recordar…tu avivas-me a memória… 
Hoje, pisando as pedrinhas cinzentas daquele caminho, senti o mesmo que senti, quando um dia as pisei contigo.

 De mãos dadas, agarradas a sonhos de quem era quase criança, sonhos que nem sabíamos estar a ter.
Mãos que se davam e não se largavam, nessa altura era assim, andávamos sempre de mãos dadas ....
E esse enlaçar de mãos, esses beijos quase sem sabor, por não sabermos, pensamos esqueçer no tempo, e o tempo de repente, deixa de o ser...


 Esse descuido nos sentires, estava todo lá... naquele caminho que fazíamos da escola para casa, de mãos  entrelaçadas ,esmagando as folhas ao passar, e sem qualquer vento ou frio, que nos conseguisse travar o andar.
Seguíamos, até ao fim das nossas vidas... e seguimos, por caminhos tão diferentes...
Hoje, passando por ali, recordei a textura e a secura das tuas mãos, senti-as como se as tivesse agarrado naquele instante, recordei o teu olhar....
Hoje, soube que nunca tinha olhado para ti... como hoje, eu  gostaria de ter olhado 
Recordo o tacto das mãos, o sabor do beijo, e um olhar que não percebia.... 
Recordei tudo, assim sem ninguém me avisar. Porque a saudade bateu à minha porta, com uma mala cheia de tudo o que eu não lembrava
Só, porque hoje, eu tive a certeza, que quem me ama, nunca me diz adeus.
Passaram anos, duas  vidas  que passaram por ali. 
Naquele Vale do Silêncio, passaram almas diferentes, que se juntavam em mãos tão carentes...
Só porque hoje, eu tive a certeza, que há tantas formas de amar!
 Que o amor se perpétua no tempo, e não morre, mesmo andando por outros caminhos.
Porque hoje eu sei que se te chamar, tu vens... depois de tudo o que nem me lembro, e que tu recordas tão bem.
Porque hoje eu tive a certeza, que os namorados quase crianças que enlaçam as mãos, mesmo sem se aperceberem,  ficam unidos para sempre.  
Porque  hoje percebi, ao passar por ali, que o “para sempre” existe …. e que o caminho ficou ali, parado no tempo...

Obrigada por nunca me dizeres adeus



eu sei eu sei!! a música está repetida ... mas é mesmo assim ... tinha que a colocar aqui !!! 
foto do Vale do Silêncio, nos Olivais 

13 de Nov de 2009

PARA TODOS

PARA TODOS....  aqueles que nunca, nunca...me dizem adeus

e para ti... aí onde estiveres...

12 de Nov de 2009

Já lá está, tudo pontuado

Já lá está, tudo pontuado a pedido de várias famílias, assim à minha moda... , mal ou bem, estão lá  os pontos etc e etc.....:) 

vamos lá ouvir isto , para descontrair da novela que já nos aborrece!!! e nós não merecemos! 


AND NOW!!



Continuando assim...como eu gosto
ME AND My MONKEY!!!!!

11 de Nov de 2009

Pensando.....



E foi exactamente isto que aconteceu, não pensei em nada, tudo me pareceu maravilhoso. E agora, penso no que pode acontecer quando não pensamos, e por isso nunca esquecer de pensar sobre o não pensar! que pode ser fatal, assim como também pensar pode matar, também nos pode fazer tomar decisões acertadas,, sem ser no êxtase da concretização de algo que gostaríamos muito. Nessas alturas só ouvimos as opiniões que mais nos agradam, e que nos dão força para ir até fim, e alcançar o objectivo que temos cravado na nossa cabeça.
 E então, não pensamos em pensar, e lá vamos nós tão contentes editar um livro…
 E para finalizar a questão do post anterior, agradeço a todos os que comentaram a minha indignação.
 Quanto a situações a resolver com a editora do livro, será feito em lugar de direito e não na praça pública.
 O que nunca me impedirá, de demonstrar a minha indignação publicamente, com esta aquela ou outra editora qualquer, que me peça dinheiro para editar um livro meu.
 Faz-me lembrar uma frase, que um amigo meu dizia muitas vezes, sobre as moedas que se colocam nas máquinas dos casinos
 Dinheiros meu, nas máquinas deles, eles ganham de certeza!
 Por tudo isto, se algum de vós pensar um dia que pode editar um livro, nunca se envolvam com demasiadas facilidades que se lhes apresentem, porque de facto, editar não é fácil, e também facilmente, nos deixamos levar pelo agradável som do "elogio" da nossa obra.
Quando assim for, e para nunca defraudar o vosso público e a vós próprios, que é o mais importante no meio desta coisa toda, apresentem se possível a vossa obra a críticos que vos possam ajudar.
 Eu até tive críticos, e não liguei nenhuma. Depois dá no que dá.
 Atenção, porque são dezenas de editoras que se movimentam nos mesmos moldes, no fundo o autor paga a edição e nem sabe se é lido ou não, e "morre"assim que nasce, mesmo que o livro seja minimamente bom.
 É humanamente impossível, ler todos os livros que as editoras editam, mas existem meios de busca que nos demonstram a qualidade dos mesmos. Eu não o fiz, até porque a editora era muito recente e tinha muito pouca coisa publicada, agora, ao que parece, já tem muitos livros, o que no mínimo será de estranhar. Grandes crescimentos em tão pouco tempo, e num mercado tão estanque.
Penso que foi positivo trazer esta indignação a público.
 Pela irresponsabilidade da editora no resultado final do "serviço comprado" .
Como tal, fui eu, quem na altura não quis ouvir, mas pensando agora sobre não pensar, pensem, pensem… que nada é fácil, e que podem "morrer" como autores muito rapidamente, mesmo sem a vossa obra ser lida por gente competente no assunto.
 Tratasse duma questão de prestígio, nunca paguem nem um centavo pela edição duma obra vossa, porque as editoras já ficam com um valor percentual dos livros que editam.
 Todas elas funcionam assim, as ditas normais.
 Desconfiem portanto, e  pensem…
Galinhas apressadas têm pintos carecas.
E depois, para editar o segundo livro é muito mais difícil, quando a primeira editora não é uma editora, no conceito que tenho do que será uma editora, para isso como dizia alguém num dos muitos comentários, existem edições de autor onde só o autor é responsável pela mesma.
 Quando vos disserem que o investimento é mínimo, e que é imediatamente saldado até no dia do lançamento do livro, desconfiem, pois pode acontecer, que nesse dia não esteja lá ninguém relevante convidado da editora, alguém que soubesse de livros e essas coisas… é só alugar uma sala, dizer meia dúzia de coisas, e está um lançamento feito.
Distribuição em livrarias? Não sabemos... Ainda ontem, alguém me dizia que na FNAC de Santa Catarina, não encontrou, e era suposto lá estar.
 Pois não serei eu, quem vai percorrer as livrarias todas, para saber se está ou não está, até porque segundo sei os livros são lá colocados, as livrarias não os compram…
Ora muito bem, somando isto tudo, aqui está um filão de negócio, que ao que parece é bastante lucrativo. Mas os lucros, são resultado do sangue e suor do autor. Como diria alguém: um livro é 10% de inspiração e 90% de transpiração!
 Porque nem toda a gente escreve livros com alma, nem toda a gente passa a mensagem que pretende naquilo que escreve, nem toda a gente sabe escrever.
Depois, nestes casos, as coisas funcionam duma forma muito hostil, o que torna todo o prazer que temos em escrever em algo com um resultado  muito desagradável.
 Por isso quando não estiverem a pensar, pensem  sobre o que não pensam porque 

e mesmo grátis ,eu não pensei ,só senti .E dá nisto ,ingénua ?não me parece, talvez embriagada pela emoção da eminente concretização de um grande desejo. Como alguém que, mal ou bem ,ecreve emoções ,serei  romântica, sensível  e também algo ingénua.  Como tal ,irei continuar a pensar sobre não pensar, e pensarei não de forma gratuita, mas sem pagar nada, continuando assim...



 obrigada a todos 

( a moda de escrever sem pontuação nenhuma podia pegar o que seria bom pois dá muito menos trabalho aos autores e editoras!! :) )


9 de Nov de 2009

Citação com indignação



Citação com indignação

Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros.
-- Che Guevara


e como estariam vocês depois de depositar tanta esperança na edição do vosso primeiro livro e pura e simplesmente o livro é editado com gralhas de edição em 52 páginas quando o total de páginas é de 111 qundo se deparam que um capítulo começa numa página e o título está na página anterior e que o livro se desfaz depois de manuseado ou seja as folhas soltam-se todas e depois a editora que edita o livro diz que não tem nenhuma responsabilidade e pura e simplesmente lava daí as suas mãos quando para o autor é fatal e não escapa a criticas que o envergonham não pelo texto e pela história nem pelo ritmo da escrita que modéstia à parte é boa e quem o lê gosta bastante mas sim pelo descuido em escolher o editor pois é tenho recebido emails sem conta a referir precisamente isso e agora o que se pode fazer se o livro já foi editado retiro o livro de circulação e peço desculpa a quem já o comprou ?? o que faço com a editora peço responsabilidades ou não faço nada e pura e simplesmente cumpro com as cláusulas do contrato sem protestar e deixo seguir assim ?O que fariam vocês ? tendo ainda em conta que o contratado foi eu pagar 1000 euros pela edição e eu só ter pago ainda 250 o que para a editora é suficiente para me azucrinar com o resto do pagamento mas porque nada disto me parece  justo não sei se é justo pagar mais um tostão que seja tendo em conta também que a editora nem se dá ao trabalho de me informar como estão as vendas do livro nas livrarias 
 

o que fariam ??
a vossa opinião é importante para mim pois sou nova nestas andanças e tenho um segundo livro já pronto para ser editado  
 





(mais vale escrever assim ...tudo sem pontos nem virgulas nem nada ...:( )

os cisnes nunca se separam do companheiro que escolheram para a vida ...



"Para fazer uma obra de arte não basta ter talento, não basta ter força, é preciso também viver um grande amor". Wolfgang Amadeus Mozar   foto de António Lobo 

o desafio veio da Luz..:)





 o desafio veio da Luz..:) 
http://animalucemia.blogspot.com


estas coisas costumam ser mais para meninas ... mas eu vou desafiar rapazes :) 
que não me parecem nada dados a estas coisas .... vamos ver como corre!!


1ºseguir as regras;
2º levar o selo que o identifica, quem está, esteve ou estará no desafio;
3º completar as frases:


a) Eu já…
b) Eu nunca…
c) Eu sei…
d) Eu quero…
e) Eu sonho…


4º depois de completar as frases, indique 5 blogues para dar sequência ao desafio.


 as minhas respostas são:


a) Eu já ... fiz um filho, plantei uma árvore , e escrevi um livro.

b) Eu nunca..mais digo nunca!
c) Eu sei... muito menos do que gostaria.
d) Eu quero ...conseguir acreditar no amor, até ao fim dos dias que me restam.
e) Eu sonho ...demasiado, sempre demasiado!!


Passo este desafio aos seguintes blogues:

http://www.sonhoemmim.blogspot.com
http://www.afilosofiadolobo.blogspot.com
http://www.cirrusminor-cirrus.blogspot.com
http://www.hard-jota.blogspot.com
http://www.namoradodaria.blogspot.com







8 de Nov de 2009

um último adeus...




eu
sms: 
Adeus!!!


tu
sms:
quando o teu adeus for o último ,e  for definitivo ! fazes o favor, avisa!!!


eu
sms:
Meu amor... ninguém avisa um último adeus...


tu
sms:
Então , nunca mo digas! e muito menos mo escrevas!!!


eu: 
SEM RESPOSTA

quem quer ir comigo ao São Luiz ???




quem quer ir comigo ao São Luiz ???

e hoje com esta chuva


e hoje com esta chuva , vou passar a tarde a ler-vos :) e a visitar os vossos blogues , com a atenção que merecem :) :) 


até já

7 de Nov de 2009

Frases e Citações de Jorge Luis Borges


" Parece-me fácil viver sem ódio, coisa que nunca senti, mas viver sem amor acho impossível. "




" Apaixonar-se é criar uma religião que tem um deus falível. "

" Se lemos algo com dificuldade, o autor fracassou."

" Em terra de cego, quem tem três olhos é gay."

" A censura é a mãe da metáfora."

" Quem contempla desapaixonadamente, não contempla."

" Tempo é a substância do qual sou feito."

" A morte é uma vida vivida. A vida é uma morte que chega."

" Sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de livraria.

" Estou só e não há nada no espelho."



estas são as minhas eleitas... tenho uma preferida , adivinham ?
e a vossa ??





foto da net : Jorge Luis Borges, nas margens do Sena

6 de Nov de 2009

AGORA DEU-ME PARA ISTO ...

AGORA DEU-ME PARA ISTO ...
mas já passa . eu prometo :)


ainda tenho uma horita para ler



até amanhã.... a todos e obrigada por tudo !

vou ler para a cama que me está a fazer falta , senão,  não consigo escrever :( 
ainda tenho uma horita para ler .....

A solidão é baça.... mas não se importa.






A solidão não tem cor...nem sequer é transparente
É baça !


A solidão não precisa de luz para viver ...nem de Sol
Vive na sombra...não precisa de nada .
Nunca vive sozinha...
A solidão está sempre acompanhada.
Tentamos matá-la muitas vezes.
Sentimos algumas vezes que morreu, mas não morreu,

está só a hibernar.
Porque a solidão não morre...e nunca vive sozinha.

Quer sempre a nossa companhi, não passa, nem vive sem ela.
E nós, apenas vamos passando por aqui...
com tanto medo dela.

Tememos a sua inesperada chegada... sabemos que a sua companhia é sempre certa!

A solidão não morre...hiberna!

Quando menos esperamos, ela acorda!
...e instala-se na nossa sala...
na nossa cama
no nosso canto
está por todo o lado...

Porque cada vez que acorda, acorda com mais força.
Quando todos se foram embora...
Os amores, os desamores.....

Ela chega.
E não precisa de luz para viver...
É baça ...não se vê nada através dela
E por último, podemos sempre contar com ela.
A solidão, nunca nos falha...

está sempre lá.




A solidão é baça.... mas não se importa.








teresa Junho 2008

5 de Nov de 2009

agora vai ser só a preto e branco...:(






a pedido de várias famílias...

deixei-me de cores nos textos :)

pelo menos por enquanto -------------

agora vai ser só preto e branco...:( vá lá uma corzita de vez em quando se não me levarem a mal ....

4 de Nov de 2009

coisas giras ... eu acho:)


que tal espreitarem o meu...sobreposições <<<<<<<<<<<<. :) :) assim só para variar :) espero que gostem ...todas as peças são únicas!!
até porque não consigo fazer uma igual a outra :)

e há tanto tempo que não faço nada novo ! aceitam-se sugestões :)
Tá tudo à venda ...e não liguem aos preços que estão para lá !!

www.sobreposies.blogspot .com

( é tudo feito por mim.. )


esta coisa de ter vários blogs é confuso -... já acabei com alguns ...mas este ficará sempre !

Volta para cima, para lá onde nada há!



Desces quase sem cair, pé ante pé, tocas as barras que te seguram o peso.

Pé ante pé ,desces daí de onde subistes para nada , porque lá nada havia .

Desces devagar, seguras barras de metal que escorregam, não caís porque ainda não queres cair.
Desces sem saber que chão irás pisar, mas começas agora a descer com medo e com tanta vontade de te deixares cair..

Desejando que o teu peso parta essas barras geladas que te escorregam das mãos e que te magoam os pés ..

Desces não querendo .
Desces, sabendo que já não poderás subir por aí outra vez...

Ficas assim, estático, a meio da tua descida , pensado na subida .
Paras
no meio do caminho, e aí te deixas ficar , até o teu peso aguentar . Aqui em baixo já não há nada para ti, não venhas!

Não desças, não te magoes mais, nessa descida sem vertigens.

Não subas, nem desças!

Deixa-te ficar assim parado nesse tempo, esperando o que o tempo pode fazer contigo.

Sabendo que nada faz, vais descendo devagar , escorregando por degraus molhados, tentas não te deixares cair, e a vontade é tanta... Nessa tua descida tão cinzenta, não encontras a cor que gostarias num chão qualquer que possas pisar.

Não desças! Volta para cima, para lá onde nada há!

Teresa Queiroz / Outubro 2009 (foto de Bruno Garcia)

2 de Nov de 2009

Seguro-te nos meus braços, feito boneco sem vida





Agarro-te assim tão seguro, que nunca te desligarás de mim, corres junto ao meu peito.

Pego-te ao colo, e com estes pés descalços de menina, passo assim tão depressa e sem sentir por entre almas penadas, que se soltam de corpos inanimados ,que piso e esmago sem querer.

Esses corpos que já nem me sentem, que já nada conseguem sentir...

e sem espaço para correr, passo-lhes levemente por cima, sabendo que nunca me conseguirão deter.

Nesta correria que não pára, seguro-te nos meus braços, feito boneco sem vida .
Esperança que carrego sem me pesar, para que não te possas desligar de mim...para nunca te deixar cair po aí.

Preciso da esperança que me dá, este boneco quase sem vida, que carrego pelo meio de mim.

É toda a força que me move.

Não quero sentir estes corpos moles, que piso sem querer.
Cheiro as suas almas penadas ,que me ajudam, e que me falam sem eu as conseguir ouvir...

as vozes ensurdecedoras que me guiam, para lá deste tumulto em que passeio.

Corro depressa , corro sempre, corro sem parar, corro sem sentir, seguro-te no meu peito, sem nunca olhar para trás ...não há tempo!

Segurando-te feito boneco empalhado, não te vou deixar cair, minha esperança!

Essa esperança que sustento com tanta força , e com pressa de chegar ao fim... a esse final que é só meu.
Corro com saudades dum futuro.

Corro feito menina, e ao de leve piso essas almas penadas, sem querer.

assim com tanto cuidado, para não as fazer doer...

e para ali, eu nunca te deixar morrer.


Teresa Maria Queiroz/ Junho 2009 foto de José Dias Correia (obrigada Zé , por esta fantástica foto, sei que a dedicou a mim...:) )

estranho..bizarro e fantástico!!

acabei de ver agora ... estranho..bizarro e fantástico!! vale a pena ver em 3D

1 de Nov de 2009

já te sou invisível há tanto tempo ...


eu
sms:

já te sou invisível há tanto tempo ...

sem resposta

eu
sms:
acordei..o sono vem assim aos bocaditos, sonhava o mesmo sonho de sempre , subia umas escadas e caía, depois já não me conseguia levantar, não mexia as pernas :(
acordei a morrer de saudades vossas, de ti e do infante , do meu infante...:) e não sei quando vos voltarei a ver...nem a um nem a outro!! porra para esta solidão, eu não merecia esta merda!
acho eu... sempre fiz tudo para não acabar assim, só porque não sou solitária, NUNCA FUI!!!!!!!!!!

SEM RESPOSTA


eu
sms:
A vida é uma ironia do c*... !!! desculpa as asneiras... não me desprezes..não me ignores! beijo

SEM RESPOSTA

eu
sms:
Tu já viste BEM que podemos destruir completamente uma pessoa , torná-la num frangalho, só porque um dia...permitimos que ela nos ame, assim mesmo a sério?... e que travar o percurso desse sentimento não está nas mãos de ninguém... É cruel!
mas a culpa é de quem? tem de haver culpa???
Não , não tem. Mas tem de haver respeito pelos sentimentos.
Dignidade! Não pode haver desprezo para quem não é desprezável!... e eu ...não sou!! e na verdae, quase ninguém é....
Não vivemos sozinhos neste mundo :) embora tantas vezes nos pareça .
Sabes eu tenho muito valor! Conheço o meu valor... não sou para ser ignorada! um dia qualquer...visita-me , talvez nos faça bem à cabeça, conseguirmos não nos sermos mais invisíveis ..
e não te preocupes com nada ..afinal consigo ser só tua amiga (ou lá o que issa m*...é, parece que se chama assim...) , ao fim ao cabo, fui conquistando isso mesmo, dentro de mim.
Eu tentei como sabia, realizar essa espécie de sonho , que construí na minha cabeça .. não consegui (nem sempre se consegue tudo ),

SEM RESPOSTA


eu
sms:
um dia fiz parte da tua vida, fiz parte dum bom bocado do teu tempo, do teu e do meu passado, no fundo também sou feita de ti, e tu de mim.... vamos respeitar isso...e por mim... faz só o que tens de fazer ... não me ignores .... Fala comigo a olhar para os meus olhos... cheira-me enquanto falas... olha para mim , não me tornes invisível!!
Sou alguém que não merece desprezo... e nem sabe desprezar! nem quero! Um beijo

SEM REPOSTA


eu
sms:
não me ignores... eu sou uma mulher do caraças!!! fod...*!! Mas é que sou mesmo! liga-me para ai um dia qualquer..... beijo !


TU

SMS:

OH CHIQUINHA, EU NÃO TE IGNORO, NÃO TENHO É SALDO!!!

( BOLAS!! TENHO QUE SER SEMPRE TÃO DRAMÁTICA ... ?? )


FOTO DO MEU QUERIDO CONRRADO BARATTA , OBRIGADA CONRRADO


31 de Out de 2009

obrigada Luz pelo selo!!


obrigada Luz pelo selo!! http://animalucemia.blogspot.com/


agora vou ter que pensar muito a quem o dar .... que tarefa mais difícil , porque há tantos com uma razão ou outra para dar uma nota máxima.... vai ser difícil escolher

para as meninas que me visitam ( e não só)

para as meninas ( e não só claro ) que me visitam

http://www.anthropologie.com/anthro/index.jsp


vão lá espreitar este site , que eu não me canso de ver, e depois digam qalquer coisa :)

30 de Out de 2009

...eu eu escrevi isto...












VIDA QUE ESCORRE POR ALI...
Vou sentar-me ali!
Ali naquele banco vazio , que de confortável nada parece ter ... mas ali irei ficar.
Olhando a vida a correr em mim , feita duma água que se pode beber. Quando tiver de matar a sede, quase não terei de me mexer.
Vou sentar-me ali, naquele banco de pau, que por lá ficou esquecido, junto a uma fonte que jorra gotas de vida.
Espera por mim certamente... aquele banco vazio, espera que lhe afague os braços de ferro frio, e com calor, saciarei a esta minha sede de vida.
Vida que escorre numa fonte de água, ali mesmo mesmo ao seu lado...
Quando lá chegar, vou sentar-me nesse banco, mesmo sem ele me convidar.
Ficarei deitada ao Sol , para que me dê luz , beberei a água que escorre, para que me dê fôlego, e assim poderei ficar , eternamente sem mais nada esperar.
Apenas a contemplar a vida que corre de torneiras de bronze, e baila com os raios de Sol.
Farei de ti a minha casa, sei que me acolhes nesse teu tampo gasto, feito de pau.
Sei que me abraças, nesses frescos braços de ferro. Pareces forte, daqui pareces !
Vou-me sentar aí ! E por aí , certamente irei ficar , ouvindo o cair da água , fechando os olhos para a ver dançar.
Ficarei de guarda à fonte, para nunca a deixar secar !
Teresa Maria Queiroz/ Junho 2009 foto gentilmente cedida por Corrado Baratta

publicado no blog : nem só palavras

Saramago, escreveu isto!





" Se tens o coração de ferro, bom proveito. O meu fizeram-no de carne, e sangra todo o dia "

Saramago













( nas minhas voltinhas por aí, vi esta frase num blog que visitei , não a consegui esquecer )

29 de Out de 2009

Não chores tu , por favor, porque eu não consigo ver os teus olhos




já vou!!
já saio daqui , já me vou deitar .
Só preciso de te dizer isto, sei que não ouves , mas digo-te à mesma! mas não chores por favor, quando te lembrares de mim ...



eu
sms:
deixaste de ter paciência para mim :( eu acho que te entendo. Mas fico sempre triste.
As mensagens (estas coisas modernas, que nos descaracterizam...) , nunca são a melhor forma de transmitir o que quer que seja (salvo quando não há outra...)... :( . Ficam tão aquém daquilo que é suposto ser transmitido, daquilo que se quer dizer quando se quer ser ouvido.. .
espero desta vez ter escrito tudo
direitinho :)
um beijinho, estou por aqui, estou sempre...

espero que estejas bem, por aí... onde estás....

SEM RESPOSTA

eu
sms:
Gosto de ti...mas não to direi mais nenhuma vez... que até eu já estou enjoada de mim, e de me ouvir sozinha!
beijo. Conta comigo.... :)


SEM RESPOSTA

eu
sms:
Mesmo que o mundo comece a andar ao contrário... mesmo que eu desapareça, como por artes mágicas ...mesmo que me transforme noutra coisa qualquer, que não eu... mesmo que esteja doente, ou não... mesmo que me prendam... mesmo que me internem... mesmo que eu me case com um aborígena... mesmo que eu mude de nome... mesmo que eu parta e não volte nunca mais ... mesmo que tudo!... não chores, por favor.
Mesmo que eu consiga chorar outra vez...
Sabes...
A minha "gavetinha", essa que guardas na tua cabeça, mesmo sem quereres, nunca te vai obedecer.
Vai abrir e fechar sem tu mandares ... como se tivesse vida propria, e sabes porquê? :)

Porque tu, mesmo sem quereres e sem o saberes fazer, porque nunca o teres aprendido, ainda me amas.
E o amor é mesmo eterno, e não tem qualquer explicação...não tem razão , abre e fecha quando lhe dá na gana :)
Mesmo que nunca mais te cruzes comigo por aí. ( não chores...)
Eu vou estar aí , mesmo ao teu lado, ou mesmo dentro de ti...
NESSA MINHA "GAVETINHA"

Se olhares agora até me podes ver...aí mesmo, a olhar para ti...
Se te calares e ouvires bem o silêncio...podes ouvir-me dizer que te amo.
Cala-te , e ouve!
Mas não chores, ouve só .
Não chores esta noite. :( por favor não chores...
E quando mais precisares de mim, basta pensares no que sempre fui ... :)
Esta é a última mensagem "enjoativa" que te mando.
Porque há coisas que não podem ser lidas, têm que ser ouvidas... :) e tu e eu, já nos vamos lendo há muito, muito tempo, HÁ DEMASIADO TEMPO
Sem nos ouvirmos...chorar....
Um beijo , estou por aqui, a gostar de mim.
porque SÓ ASSIM, conseguirei CONTINUAR A gostar TANTO de ti.

Um beijo meu amor, até um dia qualquer.
Não estou zangada, nem triste...:) e não choro, já não sei :(
Não chores tu , por favor, porque eu não consigo ver os teus olhos


SEM RESPOSTA



e hoje deu-me para aqui...continuando assim.....


Is There A Time For Keeping A Distance


A time to turn your eyes away


Is there a time for keeping your head down


For getting on with your day






Is there a time for kohl and lipstick


A time for cutting hair


Is there a time for high street shopping


To find the right dress to wear






Here she comes


Heads turn around


Here she comes


To take her crown






Is there a time to walk for cover


A time for kiss and tell


Is there a time for different colors


Different names you find it hard to spell






Is there a time for first communion


A time for east 17


Is there a time to turn the mecca


Is there a time to be a beauty queen






Here she comes


Beauty plays the crown


Here she comes


Surreal in her crown






27 de Out de 2009

uma história tão banal.... STRIPPER-POLE


STRIPPER-POLE

Luísa saiu de casa do Hugo, já passada a hora de jantar, tinham estado horas e horas, a rever documentos e listagens, não lhe apetecia lá ficar e repartir um frango mal assado, mais uma vez.

Sentou-se no carro, olhou e sentiu um cheiro que lhe desagradou, cheirava a tabaco de tantos cigarros fumados ali. No chão alguns papéis, folhas, pauzinhos, bocados de terra, jornais oferecidos nos sinais de trânsito já meio desfeitos e outros objectos não identificados. Luísa cuidava do carro como cuidava da alma.
+++--
Olhou o vidro meio manchado e decidiu que não iria aquecer outra vez uma refeição congelada no micro ondas lá de casa.
Olhou para o telemóvel deitado em cima do banco, para quem poderia ligar? Quem poderia estar assim, tal como ela sem vontade de comida que não se come?
Sentado dentro dum carro infecto…?
Passou em revista os contactos que tinha gravado, muitos deles já não conseguia identificar, olhou mais uma vez….
O Filipe!
O que estaria a fazer o Filipe? Já não estava com ele desde o Verão passado ….

-Olá!... Como estás tu Filipe? Já não falamos, há tanto tempo….

Sorria enquanto falava lembrando o barulho do mar, lembrando o amanhecer, daquele dia, naquele verão.

-Olá Luísa! Estava longe de te ouvir! Onde estás?
-Estou aqui perto de ti, estou a sair de Carnaxide, estive com um colega até agora a rever listagens … e tu? …. Onde andas?
-Em Cascais, estou dentro do carro, à porta de casa dum amigo…vamos jantar por aí os dois… porque não vens também…?

Luísa soltou uma gargalhada, que Filipe não percebeu, afinal não estava sozinha no clube dos solitários de alma mal cuidada, sentados sozinhos dentro de carros infectos!

-E vão onde …? Eu ainda demoro um bocadinho a chegar …
-vamos aos franguinhos em Cascais, sabes onde é?
-Sim, sei, está bem então vou lá ter …

Conduziu o carro sem pressa de ir, quem seria o amigo do Filipe?
Filipe só se ria enquanto falava com ela ao telefone … bom, melhor que lasanha do hipermercado seria certamente, os franguinhos de Cascais.

O Filipe, que pelo que lhe pareceu estava igual a si próprio, esperava que o amigo não fosse de muita cerimónia, estava cansada e não lhe apetecia fazer “sala”, mas sim umas gargalhadas parvas, de coisas que nada queriam dizer…veremos.

-Cheguei a Cascais! Estacionei mesmo aqui ao cimo da rua, já te vejo!

Luísa entrou num restaurante, cheio de luz, demasiada luz.
O chão estava escorregadio, devia ser da gordura dos frangos transformada em fumo e que sem se ver, caia no chão.
Olhou em volta, numa mesa ao canto, um grupo de alemães com um monte de cervejas, umas já bebidas outras a meio… sem saber porquê, fingiu que não os estava a ver, aos dois, o Filipe de frente o amigo de costas para ela.
Sorrio quando decidiu olhar para o Filipe que já se levantava para as boas vindas.
Sentou-se com à vontade na mesa deles, começaram as apresentações, sempre iguais, Luísa reparou que já estavam no fim da refeição…
Pediu o que estavam a beber e qualquer coisa para ir matando a fome.

Olhou para César, disfarçando reparava nos pormenores, careca, uma pequena pulseira de couro num dos pulsos, o que lhe conferia desde logo, uma juventude de couros, tranças, missangas e afins… óculos leves, um sorriso tímido, bebia rapidamente, pareceu-lhe inquieto.
Luísa para esconder tudo em que reparava, falava depressa e contava coisas sem mito interesse, imediatamente desviou a atenção que deveria dar a Filipe.
Aquela pulseira juntamente com aquele ar de alguém que está só, era mágica, reparava assim, em todos os gestos de César.
Terminado o jantar, certamente não se ficaria por ali.

-Onde vamos agora? Perguntava Filipe…
-A qualquer lado quentinho! Porque estou a morrer de frio!
Luísa queria continuar a observar César…

Escolheram uma mesa na esplanada dum bar conhecido e no centro de Cascais.
Estava frio, as cadeiras molhadas, mas não se pode beber sem fumar…por isso valia o sacrifício, e todos fumavam desalmadamente, cada um com os seus misteriosos motivos.

César contou um pouco da sua recente história, igual a tantas, um divórcio onde foi trocado por um coxo, meio louco, mudança de casa para Cascais, mudança de vida…

Filipe ia tentando captar a atenção de Luísa, sem sucesso.

Riam-se do ridículo de toda a história. Mas no fundo dos lhos de César, Luísa via um sinal de grande desilusão.
Ingredientes perfeitos para que o interesse em César, aumentasse cada vez mais dentro da sua razão.
Luísa era assim, vivia num, desassossego, queria ter alma e viver de repente, queria tratar de outras alma que não a dela, essa, ela não sabia cuidar. Já de si era confusa essa forma de estar, e era sempre atraída pelo que não decifrava com facilidade.

De pensamentos sempre demasiado rápidos, encontrou grandes semelhanças entro o Luís e o César, e como sempre acontece quando se sofre de despeito, era perfeito.

O “substituto” ideal! Brrr que mal lhe soou, dentro da sua cabeça.
César parecido com Luís, em tanta coisa.
Mas o Luís, seria sempre o Luís mesmo em parte incerta … insubstituível….ou não…

César e Luísa combinaram uma ida ao cinema já na próxima segunda feira
Combinaram, mas ao cinema nunca foram ….
Filipe falava e ninguém o ouvia.

Já noite alta, andavam os três pelas ruas de Cascais, dizendo coisas à toa rindo por todo e por nada.


Luísa e César, encontraram-se no fim-de-semana seguinte.
Em cascais, num bar de ingleses.

César contou-lhe que tinha uma espécie de namorada, Luísa viu todas as expectativas desfeitas no gelo da bebida, e pensou que o romance que nunca começava, terminaria ali.

Sempre com um ar despreocupado encorajou César a contar a sua história, era boa ouvinte, isso, era…
Separação recente, já sabia… namorada assim tão rapidamente, normal nos homens, pensou…
Tudo tranquilo, até saber que a espécie de namorada, era Stripper…. Luísa não tinha nada contra Stripper s, mas, pareceu-lhe tudo tão bizarro…

Luísa não iria “competir” com uma Stripper , que chegou do Brasil, com um curso de Psicologia por terminar, e que ganhava dinheiro dançando semi-nua num varão, para mandar o ganho para a família. Luísa nunca tinha aprendido a dançar no varão….

Que história tão vulgar, mas que a encantava, só pelo insólito de sem saber como, começar ela própria a estar metida naquele meio. Fascinante e bizarro.

Jantou durante semanas com César, falavam até de madrugada.
Contavam tudo um ao outro, passavam horas de mãos dadas, abraçavam-se com força, beijavam-se na despedida, as conversas eram intermináveis…. Até há hora marcada pela Stripper.
Hora em que terminava o show.
Hora em que César tinha que seguir caminho em excesso de velocidade, só para ficar a falar com Luísa, até ao último minuto.

César, iria fazer uma viagem com a Stripper ao Brasil, iam visitar a família dela , segundo ele essas férias estavam a ser a razão da vida dele, precisava delas para seguir vivo.

Não pelo gosto de viajar com a Stripper , que segundo horas de conversa, estava claro que a Stripper nada tinha a ver com César, e não era mais que uma companhia sexual, ou algo assim..

Mas sim, pela oportunidade que César teria de fazer uma viagem grande, e conhecer o Brasil de lés a lés. Pois a espécie de namorada, ao que parecia, tinha família por todo o lado naquele imenso Brasil.
César dizia tantas vezes, e de várias formas, a Luísa, que depois desse mês e meio de férias, tudo mudaria na sua vida. Tudo mudaria na vida deles.

Sem saber que o estava a fazer, ou sabendo, pedia a Luísa para esperar por ele… porque ele iria voltar, e voltaria novo.
Um César novo, aquele que sempre foi e que agora não era.

Dizia-lhe que nunca tinha sentido por ninguém o que estava a sentir por Luísa, e não sabia identificar o que era, isso assustava-o e prendia-o a ela … dizia-lhe que tinha medo de lhe abrir a sua “caixa de pandora”, dizia-lhe que precisava dela, pedia a Luísa para esperar pelo fim do ano.
Luísa acreditando, e sentindo-se confusa, dizia a César que sim, que esperava pelo ano que aí vinha.
Esperaria pelo fim das férias de César. Não sabia pelo que esperava, mas ira esperar.

Esperava por um César novo, quando era aquele César que a começava a apaixonar Luísa nunca se entendia.

Numa estação se serviço, uma das noites que César ia a correr buscar a sua Stripper brasileira, comprou tabaco para os dois, como sempre fazia.

Aproximou-se devagar, da janela aberta do carro de Luísa, beijou-a como nunca a tinha beijado antes, e quase sussurrando disse-lhe:

- Não me esqueças nunca…Luísa, eu volto, e volto outro…. Espera até ao ano novo, que já está a chegar - Sorria-lhe, e os seus olhos espelhavam o pedido…

Depois partiu no seu jipe, em excesso de velocidade, ao encontro da sua Stripper

Luísa, ficou parada a olhar o lixo espalhado dentro do carro, e resolveu esperar.

Antes da partida de César, para a sua viagem alucinante, Luísa ofereceu-lhe uma caixa de cartão cheia de beijos lá dentro, e fez com que César lhe prometesse, que todos os dias, tiraria um beijo … só para ele ….

César mandava mensagens do Brasil, dizendo que já tinha tirado o seu beijo do dia ….
Luísa esperava, esperando sem saber porquê.

Passaram os meses, e as férias …

César voltou.

Já casado com a Stripper brasileira, que passou de repente a ter nome, mas do qual, Luísa nunca se consegue lembrar.




Quando o teu tempo chegar eu farei todo o tempo parar......




Vou tentar encharcar o tempo de areia dourada , assim os ponteiros até podem parar .
Vou tentar que o tempo não se mova à sua simples vontade ,não o quero parar ... só o quero apressar... só o quero conseguir segurar. Não o quero matar! Mas não me apetece que se movimente só ao seu tempo , ao seu caprichoso ritmo. Tenho pressa que se mova... Queria um teu tempo mais rápido, tão rápido como um raio , tão rápido como um fósforo, assim tão depressa como eu desejasse que ardesse. E depois, então que parasse ... desmaiado em mim... e quando chegasses que se imobilizasse para sempre, assim quieto encostado a mim, amparado em mim. Encharcava o tempo em areia de ouro fino, daquela que se entranha no mecanismo perfeito dum tempo qualquer. Quando o teu tempo chegar eu farei todo o tempo parar
Teresa Maria Queiroz / Agosto 2009 (foto retirada da net)

texto escrito por mim há meses e que me irrita de tão actual em mim...agora fico pirosa ...assim meio de repente !! ( se preferirem podem sempre ouvir o Nick Cave ali mesmo ao lado ....lool, era o que eu faria :) )



26 de Out de 2009

não entendo nada de sonhos







mas tenho um que é recorrente e que me irrita e me cansa :(-


geralmente estou a caminhar, ou a subir uma escada, e é imperativo , não sei lá porque razão que eu chegue ao meu destino .Está sempre lá alguém que precisa de mim, ou tenho que fazer uma coisa qualquer que só eu posso ou sei fazer.A meio do caminho caio assim sem mais nem quê... e depois é que são elas!!! é que não me consigo levantar :(

não consigo mexer as pernas !!!! e faço um esforço sobre humano para me conseguir levantar . Canso-me imenso! Por vezes até transpiro...E com muito esforço (como se fosse paralítica) , lá vou mexendo as pernas muito devagarinho .... Geralmente acordo , com uma frustração enorme, porque não sei se chego onde tinha que chegar, ou não é mais uma espécie de pesadelo ...o pior é que sonho esta coisa estranha , imensas vezes .

Não vou muito por interpretações de sonhos ...


Mas lá me deram uma explicação :"quem sonha com uma grande dificuldade em mexer as pernas, andar ou correr, está no limite das suas forças morais! "


disseram-me isto e até me assustei!!!! :( :(

25 de Out de 2009

Igual a mim !!



eu:
sms:
Esta aqui a na tv que amanhã o Sol vai brilhar no Algarve :)
beijo.


tu
sms:
Não percebo nada das tuas msgs.
A mixes na tv???
Desculpa mas não consigo decifrar tudo. Cansa! Bj.



eu
sms:
:) , estava a dizer
na tv :) , ete telefone por vezes escreve mal. Desculpa se te cansa :( ...eu perceb. beijo.
Não te chateio mais :(




E logo a seguir, fiquei a preto e branco, num sentimento tão desconfortável, quase envergonhado
Nem entendi ...

E só queria sair para a rua, se me deixasses apetecer-me....

E sentava-me ali, inundando um banco de vermelho vivo.
Desta cor que tenho dentro de mim, aqui escondida num sítio qualquer, e que de tão contida quer sair como gotas grossas de chuva.

E sentava-me ali ( se tu me deixasses querer), iluminando um banco de luz, como um farol que guia quem sempre se quer encontrar.

E talvez alguém olhasse para mim, assim mesmo com olhos de ver , e que eu , até conseguisse reparar.

Deixaste-me aqui , assim sem saberes, a preto e branco.
Só porque te cansas de me decifrar numa ou noutra palavra.
Aí onde estás, cansado ... ( que nem sei se estas sentado, deitado ou levantado, não sei nada... de ti).

Sei, que a ti, o Outono não te ajuda a decifrar nada!

E agora saía para a rua, sentado-me por aí, derramando vermelho num banco qualquer, debaixo de pingos de chuva.
Encontrando alguém... que tal como eu, não tivesse medo de se molhar em gotas de água fria, nem dos dias curtos de Outono.

E que debaixo do mesmo chapéu que eu , sorrisse comigo, tentando decifra-me numa ou noutra palavra

Que tal como eu, conseguisse sentir a chuva sorrindo, e que não se importasse que o Sol , mesmo quando timidamente aparece, seja assim tão baixinho e pequenino.

Que tal como eu , não se cansasse de decifrar, não uma ou outra palavra, mas sim frases inteiras e complicadas, e que tal como eu, conseguisse adivinhar estados de espírito enigmáticos , mesmo só por meias palavras no meio de linhas cruzadas.

Sabes... ??? assim como eu...

Igual a mim!!







24 de Out de 2009

Sabes... e um dia todas as rosas serão azuis



Sabes... e um dia todas as rosas serão azuis , contrariando a natureza de tudo, vão deixar o rosa pálido de lado, já não querem ser vermelhas de paixão, nem brancas plácidas, nem amarelas de inveja. Um dia as rosas vão ter todas a mesma cor, e escolho o azul para todas elas, não querendo que sejam um símbolo de nada, só para ficarem mais bonitas na sua tranquilidade azul, como se fossem colhidas no fundo do mar, onde quase ninguém chega, e por isso tornarei as rosas raras. No dia em que forem só azuis, nesse dia em que as rosas possam ser tudo aquilo que desejem ser, com o tom azul que quiserem ... sem mudarem de cor... E perguntando às rosas, todas elas me disseram que queriam ser azuis salpicadas de orvalho fresco! E que assim nunca morreriam por nada, e nunca viveriam só pela sua cor, aquelas outras cores que lhes deram, perguntei às rosas e elas disseram-me que queriam ser azuis, assim...só azuis! Contra toda a natureza, também elas têm uma gritante vontade de mudança e de vestir uma cor que lhes traga uma nova identidade , uma roupa nova, uma cor com a força de as tornar inigualáveis a qualquer outra flor. Perguntei...escolheram o azul orvalhado, não de lágrimas , mas duma frescura arrepiante que as possa fazer viver sem terem de ser salpicadas por floristas enfadadas, para viverem sempre seguras da sua frescura viva, passei por elas hoje, em todas as floristas e hoje prometi-lhes que para mim, passaram sempre a ser azuis, dum azul cobalto que ninguém sabe fazer e que só eu as saberei imaginar. Tornei as rosas únicas em mim, pensando um dia entregar-te esta rosa ...a ti... só a ti... que já nem sei quem serás, a ti que gostas de rosas azuis ...e que as consegues colher com doçura e firmeza, no fundo de um mar qualquer.

Teresa Maria Queiroz/Maio 2009 (foto retirada por aí... perdida na net)

23 de Out de 2009

VIOLETA!!


UM PRÉMIO VIOLETA PARA MIM :), E TINHA QUE SER ROXO, NEM DE PROPÓSITO!!

OFERECIDO POR

http://rejane-enajer.blogspot.com/
" O DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA"

(EU NÃO SEI FAZER AQIELAS COISAS, QUE BASTA CLIKAR EM CIMA DA PALAVRA E...JÁ ESTÁ!!)

SEGUNDO A REJANE, EU TERIA QUE OFERECER O PRÉMIO A DEZ BLOGUES..... MAS... O DIFÍCIL É ESCOLHER.... POR ISSO MESMO, ESTÁ OFERECIDO A TODOS OS QUE ME VISITAM E ME COMENTAM COM COMENTÁRIOS QUE ME FAZEM SORRIR, E PARA TODOS OS QUE VISITO, E INVARIÁVELMENTE COMENTO COM UM SORRISO NOS LÁBIOS

OBRIGADA!!! POR ME ATURAREM...

fui jantar, onde não ía há tanto tempo....



fui jantar, onde já não ía há tanto tempo....

( beijinho de olá)

_tenho uma casa mais ou menos roxa, sabes? assim...meia roxa , meia vermelha , meia branca . Parecida comigo...sabes como é?
Se calhar não sabes..
Mas é mais ou menos assim .... como eu :)

_ estou zangado contigo! :)

_ comigo...porquê?

_ por nada é preciso ter alguma razão?? :) só porque nunca mais apareceste...já li o teu livro ....

_ e gostaste?

_ depois falamos disso , comoveu-me muito, aparece aqui um dia destes , mas aparece mesmo! gostei do livro sim...

passavas a mão distraidamente pela minha cintura , quase sem dares por isso ...

_ mas está tudo bem ?? (não me pareceste bem... )

_ mais ou menos...sim está , mas queria falar contigo...andas tão desaparecida

_ bem a minha vida tem sido uma confusão ultimamente .. ( desculpa descarada ). Mudança de casa, para uma casa roxa :) mas agora está mais calma ... um dia destes venho aí à noite e falamos

_ mas vem mesmo!

_ sim venho...sabes, agora tenho uma casa assim meio roxa , meio vermelha , meio branca...parecida comigo ..sabes como é ? e o M* já foi para Paris ....

Sorriu , não sabia, não podia saber . Nunca poderia saber como tu sabes , e não queres querer saber .

cheguei à casinha roxa e sentei-me .... pego no telemóvel

tu
sms:
foste à manif das mães contra o colégio militar ?

eu
sms:
eu ...adormeci aqui , e acordei agora, não vi manif nenhuma . (menti! ) Mas acho muito bem! Sabes... as mães, de vez em quando fazem com cada coisa mais parva aos filhos...:( , a pensar que fazem bem ... e o M*, nem nunca fala do colégio :(

SEM RESPOSTA

eu
sms:
Sabes? gosto da casinha ... é assim vermelha e roxa e branca ...assim como eu , parecida comigo ! tu sabes tão bem como é , não sabes biquinho ? Tu sim , tu sabes!

SEM RESPOSTA

sou eu que não quero ir ...és tu que não me deixas ir com este "banho-maria"....???
porque é que eu desapareci dos outros ?
não me deixas lá ir , nem ali, nem a nenhum lado, fazes-me sentir horrível , para qualquer um.
Como consegues isso ?
não fui lá, nem acolá , porque eu sabia ( ou imagino só ...) que tu não querias que fosse a nenhum lado .
Nem mesmo para ao pé de ti ... e que dai vês e sentes, e te intrometes mesmo sem quereres

(... foste à manif das mães contara o colégio militar?, ecoa na minha cabeça , as tuas palavras escritas...e sabes tão bem que botões tocar!
Só para me tirar a vontade de ir lá ou acolá ...)

_ Teresa, estou zangado contigo , nunca mais apareceste...já li o teu livro..promete que apareces cá um dia para conversarmos
( o braço abraçava, querendo abraçar ao de leve a minha cintura , e só eu senti ...com medo que tu, desde aí ...para aí! onde estás?! que nem sei onde é...?! pudesses não gostar do que eu sentisse, por aqui onde sempre estou )

eu
sms:
Sabes ...na casinha tenho o meu cisne e a tua foto na cabeceira :)


SEM RESPOSTA

( mas lembraste-me que havia uma manif das mães contra o colégio militar ... e disseste ... para quê ?
para me lembrares que as mães, por vezes também fazem poracaria, influenciadas por estes e aqueles, que ditam o que é melhor para os seus próprios filhos ( o pai, os avós, tu sabes tão bem , de tudo!) ... Sabes que o M* nunca fala do colégio :(, não gosta muito de falar, não tem nada a ver com ele ... e sabes que só lá esteve por queria estar .... mesmo sem eu querer... )


banho -maria ...... ponto fraco, botão a tocar : o meu filho , que tu, sem quereres, adoras.
Agora já tão grande.


e agora estou para aqui.... a ouvir isto ..... como se fosse culpada de não sei o quê !!

21 de Out de 2009

Costumava ser na garagem, do amigo do "lingras"



Costumava ser na garagem, do amigo do "lingras", mesmo ao pé da minha casa.
Quase todos os sábados à tarde, organizávamos as "festas de garagem", nas garagens de que tinha vivendas com garagem :).
Combinávamos tudo durante a semana no Liceu, tantas vezes faltávamos às aulas e ficávamos na sala de convívio no D.Dinis, a combinar a festa.
(acho que houve um ano que chumbei por faltas.. eu sei, eu sei, não sou exemplo para ninguém! )
Costumava ser nas garagens das vivendas, onde vivia o amigo do "lingras", se bem me lembro ...
Montávamos os gira-discos com as colunas ao lado , num cantinho da garagem.
Revestia-mos as lâmpadas com o papel, vermelho e transparente, do queijo flamengo, que "roubava-mos" em casa.

... Teresa, para que queres isso do queijo?!
...Para nada mãe, vou deitar para o lixo ! :) :)

Montava-se a mesa, com uma porta de madeira deitada em cima de bancos.
Já servia para os copos de plástico, e para as garrafas de sumo e cerveja.
Sumo para as meninas, cerveja para os meninos.
E no final sobrava o sumo todo!

....Onde vais Teresa?
.... Vou à festa na garagem do amigo do "Lingras"... (dizia a medo...)
.... Ma que é o "lingras"? e o amigo do "lingras"
não respondia
.... Mas voltas antes das sete, está bem ?
.... Está. (voltava lá para as nove ... ou dez...)

Começava a festa , aquelas festas só tinham aquilo que fazia falta.
Musica assim como esta
slows, onde nos encostávamos uns aos outros , meio adormecidos pelas cervejas. ( alguns misturavam cerveja com os ansióliticos que roubavam às mães )

Geralmente era o F* que se encarregava de escolher a música e passava toda a tarde misturado em discos de vinil, tão lindos e tão incómodos ...

O F*, sabia escolher as músicas, sabia como ninguém.
Para meu "azar", o F*, era o meu namorado, e mais tarde, (muito muito mais tarde , meu marido e ex-marido).

Mas a música, essa só ele sabia escolher, e eu ficava ali ao lado a olhar....................

........................... para o rapaz que metia a música nas festas de garagem e não gostava que a namorada dançasse slows com os outros rapazes mas a namorada estava-se mais ou menos nas tintas e dançava na mesma e também queria dar beijos agarradinha durante as músicas mais calminhas e não podia porque o namorado estava sempre a olhar e a fazer cara de mau e a namorada até era gira e estava sempre a ser convidada para dançar e sem o namorado a ver de vez em quando abraçava com mais força um ou outro rapaz mais giro mas não podia dar aqueles beijos que queria porque o namorado que metia a música na festa nunca dançava com ela e nunca gostou de dançar.

20 de Out de 2009

cansada de não me conseguir cansar de ti ...



cansada de não me conseguir cansar de ti ...

tu
sms:

Obrigada por gostares de mim :)


eu
sms:

desculpa... não sei porque ainda te espero, desculpa mas não sei.
Eu queria conseguir não te querer espera mais, simplesmente não te querer mais... eu queria, nunca mais te dizer mais nada destas coisas...
Passou tanto tempo.. e nós o que fizemos das nossas vidas?
nem temos coragem para acabar com esta espécie, de nada, duma vez por todas.
Tantas vezes pensei que esta espécie de nada , para nada nos servia! e o mal que nos fazia...

........ sem resposta

eu
sms:

Talvez só assim eu consiga...às vezes penso cada coisa... que me assusta :(
se eu preciso tanto de ti, se tu precisas de mim...mesmo sem querer gostar...sei lá...mesmo que não seja essa m* do amor, ou lá o que é.
Sem sentido, não sei o que fazer.
nunca pensei que me fizesses tanta falta .
Um beijo meu amor, não me agradeças, mais uma vez , que eu goste de ti...

.........sem resposta

eu
sms:

Não me agradeças.
Não me digas : obrigada por gostares de mim!
...não me agradeças, porque eu não sei o que posso fazer por ti, com este meu gostar... só sei que me sinto sufocar, quando te sinto...tão mal ...
Nestes anos todos, em que não te vejo nem oiço, aprendi a "ler-te", e descobrir-te, ainda mais , do que quando olhava para ti todos os dias.
Hoje estou sem esperança :( .
E é tão assustadoramente incoerente eu estar aqui...assim... ( a "falar" contigo )
e a não conseguir deixar de te amar.
E para ti, se calhar... nada do que te digo, te serve para nada :(
Eu sei que é difícil sentir isto tudo, assim.
E sabes...?
Se calhar ainda bem que tu não sentes o mesmo que eu ... ainda bem!
Porque consigo sentir, como por magia, o que já sofres todos os dias...
e não precisas de sofrer também por mim :) :( ....e os olhos já me ardem !!
Desculpa este "discurso", a que não te poupo, por não conseguir.
Este "discurso" , que não faz, de certeza, o mesmo sentido para ti... do que faz para mim.
E por isso, até te pode parecer ridículo...
Um beijo, quero que estejas bem.
Até um dia qualquer, e por favor..
Não me agradeças por gostar de ti!
Não me agradeças o meu amor!
amo-te

..........................

SEM RESPOSTA

19 de Out de 2009

Valeu a pena ir ver!!


Valeu a pena ir ver!!


coisas que escrevi às escuras, para espanto do meu parceiro do lado, que não entendia o que eu estava a fazer :)

- "ratazanas do tamanho de gatos, que saem dos esgotos para se alimentarem da miséria de almas despedaçadas"

- Beethoven com imagens dignas dum flach de LSD :), onde se consegue fechar um olho, e recortar o espaço com o dedo desenhando formas no ar...

- "Eu não quero um apartamento!"
não quer ter nada preso em nada , um apartamento seria muito pequeno para acolher toda a música que tem dentro de si..


- "Você é o meu Deus!"
- "Eu não quero ser o Deus de ninguém!!" (resposta do Lopez)

- ...a bandeira dos EUA que acompanha o carrinho, e que revela toda a inconsistência do "sonho americano"...

- O medo e a incompreensão daquilo que incomoda, mas o respeito demonstrado por isso mesmo.

- Para quem ama Beethoven...Bach, não faz sentido! só porque não soa igual, não se sente igual . (isto pode ser amor...)

- "Insisto no meu direito à posso das minhas coisas!"

-"Sirva-se de água, Mr. Lopez, encontra-a onde a ouvir pingar."

-"Não o podes curar, tenta pelo menos ser seu amigo, e ir aparecendo..."



Pessoas com esquizofrenia podem escutar vozes e acreditar que outros estão a ler e controlar os seus pensamentos ou conspirando para prejudicá-las. Essas experiências são aterrorizantes e podem causar medo, recolhimento ou agitação extrema.
Assim como muitas outras doenças mentais, acredita-se esquizofrenia seja uma combinação de factores genéticos e ambientais. Todas as ferramentas da ciência moderna estão sendo usadas para descobrir as causas da esquizofrenia. Uma vez que a causa da esquizofrenia ainda é desconhecida, os tratamentos actuais focalizam na eliminação dos sintomas da doença. Os tratamentos incluem medicamentos antipsicóticos e tratamento psicossocial.

eeu, que tenho uma qualquer doença mental não identificada, apaixonei-me pelo Mr. Lopez!!!! :)

like china in my hands....................................................



aguenta o peso da tua, já tão fraca luzassim tão vulnerávela ponto de te estilhaçares no meio do chão, sem remendo nenhumsem que consigas ter luz outra veze pergunto-me todos os dias como é que ainda consigo sentir-te assim ou assado, se não te vejo ...se não te ouço ...como é que eu te percebo?como é que eu te oiço , se não emites qualquer som? como é que ainda vejo o teu sorriso por todo o lado, se quase já não o recordo ?como é que me saltam sustos no meio do peito, como algo tão surreal , quando tenho a certeza que estás assim , preso por um fio, que até pode dar choque ...que estás assim, a ponto de te partires...como é que sinto que não queres nada...nem ajuda, nem abraços , nem sorrisos.e como sinto eu, que apesar de não quereres nada de nada , aquilo que menos queres é essa solidão, que procuras obsessivamente ...mesmo sem te ver ...sinto-te, e esse sentir que tantas vezes já não quero ter...e me sufoca com a sua presença!....que me aparece assim do nada ???não me entendo , estou avariada ?e te sinto tão vulnerável ..... like china in my hands.................................................

mas eu não deixava que te partisses!

17 de Out de 2009

façam o favor de ir buscar este filme ...verem! está bem?

Assim te moves sedutor...





O ruído da voz que seduz, o odor de paixão envolto em ofuscadas faíscas de sedução.


Caminhas.


Deixas que tropeçem em ti, e acaricías na sombra.


Amas sem saber amar, vives ou pensas viver...com a impressão de impressionares.


Seduzes com abraços quentes, com palavras ditas, e com mãos de mágico...de tão perfeito assustas.


Fascinando...mascarado do que quiseres, adaptado a tudo.


Frágil quando tem que ser, forte para pensares proteger, assim seduzes...sem nunca te deixares ver.


Assim te moves, mascaras-te sem nunca te conheceres, pensando num eu que não és.


Seduzes, envolvido nessa cor que emanas e que brilha só quando queres, deixas que tropecem em ti, ofuscas assim quem tu quiseres.


Assim te moves sedutor...


Com disfarçadas máscaras de amor.


Assim te ouvem num ruído de voz arrasador, assim te beijam com beijos inundados de tanto amor.


Seguro de ti sedutor, inseguro de ti meu amor...


Só assim seguro dum tu, que sabes não ser, assim te movimentas brincando com quem seduzes.


E não amando quem te ama, não beijas quem te beija.


Sem nunca saberes amar...sem nunca te amares a ti...assim, te movimentas, envolto nos raios de luz fosca, com sombras de mistério.


Fascinas quem tropeça em ti...acariciando corpos, procurando almas sedentas de amor.


Insubstituível, te tornas, meu perigoso sedutor.


Sem amar, brincas ao jogo do amor.
Jogando o jogo mais perigoso, sempre sairás vencedor, elevando tudo...um dia partirás sem nada...


Sem o teu amor, partirás...deixando rastos de dor que não sentes.
Sedutor de tudo, nunca te seduzes a ti, sedutor...


Continuas a deixar que tropecem em ti, meu fosco e radioso sedutor, sem amor...


14 de Out de 2009

gostar de ovos estrelados ...


Como dois pequenos ovos, assim estrelados, pensei poder partilhar contigo uma frigideira, eternamente,.
Mesmo daquelas já muito usadas, daquelas que já ninguém quer para mais nada.

Pensei que a podia compartir contigo, como dois ovos que ao mesmo tempo se fritam, que ao mesmo tempo se cozinham ,e se misturam em lume brando para nunca secarem.

E um dia, assim se estrelaram dois ovos com a gema amarelada, viva... com gemas exactamente da mesma cor, e com a clara tão branca e cálida, unida num amor só.


Partilhámos assim uma frigideira, até nos degustarem e sem piedade nos cortarem em pedaços.

Alguém molhou o miolo de pão na tua gema e a desfez gulosamente sem saber nem o que fazia.


Alguém começou por se deliciar com toda esta apetitosa clara, comendo tudo à nossa volta.

Partilhámos aquela envelhecida frigideira, julgando ingénuamente, que ficaríamos assim intactos para sempre ... E não pensámos que tanta gente
...poderia gostar de ovos estrelados ...
(foto retirada da net...)

texto meu, escrito em Abril de 2009 , publicado no "nem só palavas"

12 de Out de 2009

delete !




a espantosa era do click, do delete... das sms, das mms........... dos telemóveis , que como móveis que são nunca se sabe onde estarão.

a espantosa era do confortável, mas esquizofrénico e egoísta isolamento.

a espantosa era que nos torna simples seres sem alma, quase desprovidos de valores e respeito pelos outros...

Hoje podemos viver isolados, afundados em tanta comunicação facilitada.
Hoje podemos viver sem olhar os olhos de ninguém... sem sorrir para ninguém, e sem ninguém nos ver chorar

Nesta espantosa era de "ninguéns", vivemos sem carinho, sem abraços, sem contacto físico ou visual .

hoje podemos viver assim, à distancia duma tecla qualquer com o poder mágico de apagar tudo !
hoje podemos não responder a perguntas

hoje, tanta gente consegue viver uma ilusória vida, só à espera de morrer.

Nesta era do delete ! quase nada é consequente !!

Quando pensámos no progresso , não pensámos que não o saberíamos aproveitar ... esquecemos as emoções , esquecemos que somos feitos delas.

...agora é só carregar na tecla e apagar isto tudo !!

(post publicado em Setembro no meu in-senso comum)

8 de Out de 2009

Guardar o momento





Não querer falar e guardar o momento como uma jóia rara.
Para sempre !
Medo...
Medo de te perder
para sempre...
Não fazer nada
para nada estragar
Para não te partir!
Guardar
Guardar como uma jóia
Com medo
Medo de te perder
Não falar
Não pedir...
Sempre com medo
Medo de mim
Medo de não saber de ti
Medo de te perder para sempre
Guardar o momento
Como uma jóia que se guarda sempre e
para sempre.


teresa (2004)
Posted by Picasa
mais um texto antigo :)

7 de Out de 2009

BEIJO DE VILLE




No beijo nos perdemos sempre!

No beijo nunca racionalizamos...

No beijo somos puros

No beijo somos nós

No beijo....
Vivemos vidas inteiras


teresa (2000)
Posted by Picasa

5 de Out de 2009

acendi o último cigarro



acendi o último cigarro antes de começar à espera que as horas me tragam o sono .

Li e reli comentários feitos por vocês , alguns são como sustos e coceguinhas na boca do estômago... por isso , obrigada !

Desta aventura blogueira já muito aconteceu, deu direito a livro :) com uma história tão só minha ...

Deu direito a amizades invisíveis mas sentidas .

Será que pode dar direito a paixão?? Ou sou eu que sou uma eterna e idiota romantica ?

Fumo o cigarro que já está quase no fim... só tenho mais um , para amanhã quando acordar .

Ainda fumando, leio alguns posts que hoje comentei, verdadeiras cascatas de sentimentos!
outros nem tanto... mas divertidos .
ainda fumando ... penso no que me queres dizer , e porque mo queres dizer....

ainda fumando ... oiço uma música fácil :) :)




AINDA FUMANDO POR AQUI....

4 de Out de 2009

Tudo é um momento.


Tudo é um momento.

Nada é verdadeiramente real
.
Tudo passa e nunca fica tudo.
Nada fica...?

O que foi,