sábado

rotos em correntes do meu ar

rotos em correntes do meu ar
restos recortados num vento parado
romperam por ali
por aí saíram
andando em estradas alinhadas caíram em buracos rotos
recortados em verde
às avessas
caíram estrada abaixo
romperam buracos de vento
meu ar
meu sopro
rotos de correntes de ar
respiram-me
sopros de força
correntes de vento
romperam-me
tão fácil
tão frágil
tanto frio
rotos em correntes de um ar soprado
sem força que se sopre
romperam-me e por ali me saíram
caídos em buracos rotos
em cada respiro meu
em cada suspiro cortado
tão fácil
tão frágil
tão roto ....

Teresa Maria Queiroz - Outubro 2011
Foto Sonja Valentina


1 comentário:

António Gallobar disse...

Olá

Parabens pela sua bela e tocante poesia, interessante a ideia de
" rotos em correntes de ar... ou
caídos em buracos rotos"

Tal qual como os ais e dificuldades, que todos os dias temos que suportar, nesta frágil vida...

Adorei