domingo



acordo com um ferro atravessado, nem me mexo para que o ferro não infecte a ferida, deixo-me ficar, fechando os olhos para nada, hoje acordo sentindo o ferro que já nem dói mas que por ali se paraliza, dentro de mim, sinto-o.

Não me movo , não respiro, não falo, não vejo

porque hoje não te conseguiria chamar nem calada, sinto o frio do metal, sinto toda a rigidez na qual me sugura a alma num espeto indolor, sem explicação.

Hoje nem falo , só para que o que já não sara , pelo menos não infecte.

e hoje é só depois de ontem....

5 comentários:

Anónimo disse...

Sao 5:50 da manhã e finalmente cheguei ao fim ... e confesso que tou sem palavras ...
Vou tentar dormir nao sem antes fumar mais um cigarro e tentar parar de pensar ...
Beijo Teresa, aparece ... Nelo Cunha

F Nando disse...

Sara as tuas feridas o ontem foi passado
Bjs

Nely disse...

Arranca o ferro querido para que a ferida comece a sarar.
Dá um grito de dor e manda-o para longe e aos poucos a dor irá passando e logo será uma cicatriz.
Esquecer?, não! A marca dura para sempre, mas o tempo curará.
Beijo amigo.

Teresa Queiroz disse...

obrigada .... sou eu que fico sem palavras

um beijinho para ti Nelo :)

Teresa Queiroz disse...

nós somos o nosso passado ...também...:)