terça-feira

Desces daí, de onde subiste para nada

Desces quase sem cair
 pé ante pé, penduras-te no vazio
Desces daí, de onde subiste para nada
porque lá, nada havia .

Desces devagar, escorregas descalço
não caís porque ainda não tens tempo
Desces sem saber que chão irás pisar
Começas agora a descer , pendurado
Desejando não teres esse peso que te magoa os pés ..

Desces não querendo.
Desces, sabendo que já não poderás subir por aí
outra vez...

Ficas estático no meio da tua descida
Pendurado
pensas na subida
Paras no meio do caminho, e aí te deixas ficar até o teu peso aguentar.
Aqui em baixo já não há nada para ti,.
 Não venhas!

Não desças, não te pendures  mais nessa descida sem vertigens.

Não subas, nem desças---

Deixa-te ficar assim, balançado nesse tempo
esperando o que o tempo poder  fazer contigo.

Sabendo que nada faz
vais descendo devagar
pendurado, tentas não cair
 e a vontade é tanta...
Nessa tua descida tão esbatida
 não encontras a cor que gostarias
Um  chão qualquer que possas pisar.

Não desças!
Volta para cima, para lá onde nada há!


Teresa Maria Queiroz / Abril 2010 
foto De Sonja Valentina: www.sonjavalentina.blogspot.com   obrigada Sonja 
pubicado em http://ampulhetasestilhacadas.blogspot.com

9 comentários:

poetaeusou . . . disse...

*
belo poema, li e reli,
encontrando, sempre,
algo de novo !
(não desças ! volta para cima,
para lá onde nada há)
mas não imites Ícaro,
diria eu !!!
,
um mar de Paz, deixo,
,
*

Spark disse...

Excelente momento! :)

Carla disse...

Oi, desculpa só agora aparecer para te agradecer o comentário super para cima que deixaste no blog, amei. Adorei conhecer o teu blog e espero que continues com força e claro que estarei disponivel para te ajudar no que me for possivel, por isso dispõe. Beijão

Bípede Falante disse...

Diferente esse desce e sobe. Adorei!

Mar Arável disse...

e por vezes parar

para ver como se anda

Bj

Vitor disse...

...Perfeito no sobe e desce!

Bj*

Daniel Almeida disse...

Olá boa noite. Gostei imenso de a ler. Deixo um bj

Malu disse...

O ato de ir e veir entre o real e o fictício...

Partir e ficar, não se sabe com os pés na terra ou suspenso no ar.

Belo!

Beijinhos

Há.dias.assim disse...
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