segunda-feira

e aquecem-se no nosso calor!




buraco branco, de tão vazio ficou branco ...de tão fundo… fica pálido
esse buraco que teima em se alojar ali, no sítio onde mais se conforta.
esse buraco, eterno companheiro da solidão.


e quando ela nos visita, o buraco vem sempre atrás!
tomam os dois chá dentro de nós, os intrusos que se alojam como se já fossem da casa!


o buraco carrega também a bagagem da solidão, vem para ficar.
de quando em vez a solidão desaparece, mas deixa lá o buraco para marcar o seu lugar.
quando ele está sozinho, quando a solidão saiu por uns momentos, fica menos seguro de si… mas não desiste.
ali fica, esperando que a solidão volte para ele..
fica e tanto nos pesa, guardando o seu lugar com força.
a cor branca, quase gritante, do buraco, contrasta com a solidão que é baça...


Juntos formam uma luz indestrutível.

complementam-se, e esses sim! vão viver os dois felizes para sempre.
sempre a mudar de poiso...sempre a mudar de coração ...como vampiros
alimentam-se de litros de amor e vida, que encontram dentro de qualquer um.
gostam das emoções mais fortes....essas....têm um outro paladar!
comem tudo!
remexem a casa toda!
apoderam-se de nós assim num instantinho.....e quando damos por eles, custa arrancá-los do nosso coração
de tão instalados!
de tão presentes!
são frios ...e aquecem-se no nosso calor.


parasitas esfomeados, larápios que escolhem o que está débil e tão vulnerável…

teresa dezembro 2008

mais um texto antigo! um dos que me persegue ...



7 comentários:

Graça Pereira disse...

Apesar da tua revolta, da tua raiva e da tua impotência em afastar esse buraco....gosto do que escreves porque, ás vezes, a vida é mesmo assim como a pintas!! Beijinhos Teresinha GRaça

Teté disse...

Suponho que a solidão pesa mais ou menos conforme o feitio da pessoa. Estou a falar de alguma solidão, não daquela a tempo inteiro, quase sem ver viva alma, que essa imagino que ninguém gosta.

De resto, todos simpatizamos com alguns momentos a sós, para se ler um livro, escrever alguma coisa, ouvir música, por exemplo, sem interrupções constantes, né?

Beijinhos!

mfc disse...

Este texto dói...

Maria, Simplesmente disse...

Teresa:
É mesmo assim, mesmo sem querermos eles instalam-se e nem sempre os conseguimos afastar.
Por vezes parece-nos que chegou a hora de os dominar... mas passado tempo vemos que estão agarrados, mais do que à nossa carne... à alma.
E há tantos... tantos... cada vez mais.
Bj
Maria

Luciano Braz disse...

Interessante seu espaço,
parabéns.
Voltarei
Abraço.

Luis F disse...

Aproveitei os ventos e as marés e vim retribuir a tua visita ao meu mundo... adorei navegar neste teu espaço, sentindo as tuas palavras...

Deixo-te um convite:

O autor Luis Ferreira, e a editora Temas Originais têm o prazer de o/a convidar a estar presente na sessão de lançamento do livro “Sentir as palavras”, a ter lugar na sala Green Room do Freeport - Alcochete, no próximo dia 26 de Setembro, pelas 17:00.

O autor e a obra serão apresentados pela Dr.ª Carmo Miranda Machado
O lançamento terá a presença do Trio Opus Musique e da SamariTuna - Tuna Feminina da Universidade Lusófona.

sonja valentina disse...

desconcertante este texto... talvez porque não gosto de tons pálidos, não sei...
talvez porque esses buracos corroem a alma... o coração.
inquietante!