domingo

a cura está em não ter medo de conseguir amar outra vez...



Por vergonha, medo e tristeza, partes o teu coração em dois sem qualquer possibilidade de conserto...

espalhas o vermelho líquido pelo cinzento que contrasta.


Vergonha de teres sido tu ?
vergonha de não conseguires deixar de te magoar..

magoando por defesa e dor, vergonha de tudo e de ti... vergonha, transformada num imenso medo de seres, desistes de qualquer coisa...


por vergonha,
desespero e medo não vives nem amas, e deixas que se te parta o coração, com golpe de serra, recortado em dois...passando a um estado líquido que se entorna e escorrega sem nunca mais o conseguires reconstruir...

deixas que se torne em papa....
Depois duma radiografia recente , diagnosticaram uma doença grave no teu estado de amor , uma incapacidade de te perdoares a ti ...

uma tristeza que te corrói as entranhas e que não sabes travar ..diagnóstico grave , com o risco de que o ódio, no qual deixaste transformar esse doce coração, se espalhe e contamine tudo dentro de ti assim tão rapidamente

assustado, vives dias de medo...vives o tempo entornado, não há cura para quando se deixa que o amor adoeça assim...não há cura ....simplesmente não há.


não há droga para curar ... nem tratamento paliativo.... não há volta a dar...
Disse quem sabe ...que a cura está em não ter medo de conseguir amar outra vez....

diz quem sabe que a cura está em te perdoares ,reveres com pormenor microscópio todos os teus erros....

diz quem sabe que quem ama nunca faz nada perfeito...diz quem sabe que só quem te ama te poderá aliviar...
não há cura...??


Teresa maria Queiroz/Abril 2009 (foto retirada da net)

9 comentários:

Teté disse...

Concordo que a cura é essa mesmo: não ter medo de amar novamente!

Porque esse medo de sofrer outro desgosto (quem nunca passou por isso?), pode impedir de conhecer outro amor - quem sabe se mais forte e profundo que o anterior e, melhor ainda, inteiramente correspondido?

Mas claro, do "pé atrás" ninguém se safa, porque, obviamente, ninguém gosta de ser ferido...

Beijinhos!

rouxinol de Bernardim disse...

O positivismo e o realismo devem ser cultivados com vigor!

Sonhadoremfulltime disse...

A minha sina é sofrer, sarar feridas originadas por cada aresta da vida. Queimam no peito as cicatrizes profundas que ainda sangram e pulsam.
É tempo de fazer uma pausa na monotonia do tempo. Até o próprio cansaço descansa em mim. Triste sina a minha que embarquei neste barco sem amarras que assoprado pelo vento percorre mares desconhecidos.
Soltam-se as vozes na escuridão e no espaço que me engole. Escuto o fado, sentindo o pecado, que me leva para onde não quero estar.

Gostei desta reflexão e das coisas em comum.

Obrigado pela partilha

mfc disse...

Um texto fortíssimo, que é um grito interior!
Amar...amar...e amar...!
Perdidos estamos nós sem amor!
Recear o quê?!Nada... nada mesmo.

S* disse...

Não há cura para o amor... mas o amor proprio deve vir sempre em primeiro lugar.

sonja valentina disse...

sem nunca perder o amor por nós própios, só assim seremos capazes de voltar a amar.
fortalecidos na nossa dor, mas capazes de enfrentar novamente os meandros de um novo amor.
ainda que saibamos que há quem seja cobarde o suficiente para voltar a tentar magoar-nos. que se envergonhem esses da sua pequenez!

simplesmenteeu disse...

Também muitas vezes sou assaltada pela vergonha, desespero e medo.
Mas sei que a única cura, ou tónico para o coração, é o Amor.
Apaixonarmo-nos pelas coisas e pelas pessoas é a nossa fonte de vida.
Sangro mas deixo-me ir novamente...

Beijo terno

Luz disse...

Um texto excelente, que devia ser uma lição para muitos. Mas para que tal suceda é necessário termos um grande conhecimento de nós próprios e não passar uma vida a lamentar as feridas, a infelicidade quando não se é capaz de arriscar e, voltar a amar e, viver esse amor sem recalcamentos e mágoas do passado, quando transportamos isso para uma nova relação nunca seremos capazes de amar, teremos sempre medo ou, então amamos, mas não o suficiente porque não saramos as marcas deixadas. O passado deve ser sempre um exemplo de aprendizagem, não de tolhimento e medo para enfrentar o presente, o futuro. Ou nos abandonamos a quem amamos ou, nada feito!
Gostei deste texto e, sei bem o que significa, eu não tenho medo de amar, no dia em que temos medo de amar, deixámos de viver... O amor é a mola real, a pedra de toque, o motor da vida.
É isto mesmo: "a cura está em não ter medo de conseguir amar outra vez...", "...diz quem sabe que só quem te ama te poderá aliviar..."
Obrigada por esta clarividência, eu subscrevo-a com muita luz!

Summer disse...

Não sei se a cura é tornar a amar...eu pessoalmente, só quero que isto passe! Simplesmente não me apetece voltar a passar por tudo isto...enfim

beijooo*

ps - pq raio é que não consigo adicionar o teu blog? explicassss meeeeee =) *