quinta-feira

ALICE FOI PARA FICAR capítulo 5 - se eu não fosse nunca saberia como iria ser

Passaram meses de uma vida nova na cidade a Sul, aquela que não era a dela.

Alice continuava a acreditar no sonho que a movia, sabendo que só se conseguiria mover se houvesse um sonho para viver.

O sonho era simples, tão simples quanto pode ser o amor, e cheia duma esperança incontida, desejava, ridiculamente, poder permanecer ao lado de André. Acreditava que esse amos podia crescer e enrugar docemente, sem pressa no tempo.

Tantas vezes Alice quase se envergonhava de pensamentos tão primários e algo ridículos, mas era assim que sentia e foi assim que previu que seria, desde aquela noite em que ouviu o primeiro grito mudo de André.

E se isso era amor, tinha que necessáriamente ser ridículo. Era mágico, incompreensível, inatingível para o comum dos mortais, só assim lhe poderia chamar amor. Alice sentia o previlegio de amar assim...

André continuava no seu mundo, fazia curtos intervalospara estar com Alice, e nunca se deixando ficar a tempo inteiro, fugia dele mesmo. Simplesmente se apartava de tudo e todos, duma forma busca e repentina.

André não se decidia, e Alice nunca o pressionava para não desmantelar o encanto que tinha construído à sua volta. E quase sempre, tudo lhe parecia frágil e inseguro.

Sabia que não tinha o direito de impor o que quer que seja, e sem perceber prendia-se a uma espécie de amor destruidor da sua própia vontade. Oferecendo liberdade, Alice aprisionava-se sozinha.

Consciente de tudo, sempre achou que tudo valeria a pena, e que a espera era fundamental. Continuava à espera.

Não se atrevia a querer que os tempos fossem todos iguais aos seus. Os sues tempos eram sempre excessivamente rápidos, e o tempo zangava-se sempre com ela cada vez que se sentia desafiado.

Absorvida pela constante confusão de André, desculpa-se pela sua própria paciência, pela sua desmedida tolerância, atributos que nem ela sabia de onde lhe nasciam . Alice esperava e tolerava.

Agora, já naquela casa a Sul de si, tudo estava diferente. Todos os dias se preocupava em colucar tudo mais ao seu gosto, dentro daquela casa tão feia. Desejando que André se sentisse confortável cada vez que lá chegava; ou cada vez que resolvia chegar. Aparecia sempre, a qualquer momento num tempo escolhido por ele.

André também pensava que podia comandar o tempo, não imaginava que o tempo tinha vida própria, e que se zangava quando lhe mexiam. O tempo era soberano, e irritava-se com perigosas brincadeiras.

Alice passava noites inteiras sozinha, sem saber de André. Habituava-se a arranjar espaço para a solidão se sentar dentro dela, abria-lhe a porta devagarinho para que entrasse delicadamente com quem pede licença.

Sabendo que André estava , ainda, no seu outro mundo, nunca se intrometia e esperava-o pacientemente, desesperando-se sozinha. Encontrava-o, tantas vezes, mergulhado numa profunda tristeza calada, e depois de desaparecer dias a fio, André fazia-lhe sinceras juras de amor.

Alice baralhava-se, e fascinada, embalava-o no seu colo, entornando-lhe por cima toda a sua doçura. Naquele olhar alagado de verde, naquele transparente olhar de André, Alice nunca encontrava bóias de salvação, e agogava-se nele sem ter aprendido a nadar naquelas aguas tão agitadas.

Sentia-o tantas vezes infeliz e exaltado, dele esperaria sempre o inesperado. E já acostumada , vivia numa montanha russa de sentimentos, que não sabia, não queria e não podia travar.

Tudo era justificado naquele envolvimento raro, embaraçado, colado a ela. Alice já não o conseguia arrancar, só se preocipava em alimentá-lo com as suas próprias sensações inexplicáveis, para nunca o deixar morrer de fome. Era precioso esse sentir e Alice regava-o com um regador de fantasia. Fantasiava o amor, alimentava sentimentos sonhados.

E como nunca ninguémconseguia perceber nada, Alice nada explicava a ninguém, e cada vez mais se isolava do resto mundo. Erguia um muro alto, para preservar o que de tão raro, era so seu, o seu André.

Pensava muitas vezes no que tinha deixado para trás, a Norte do seu novo eu, sem mágoa e sem qualquer arrependimento. Só as saudades de Vasco eram muitas...

Alice começou a aprender a chorar devagar, chorava sem querer noites inteiras de olhos abertos. Os olhos doiam-lhe , ardiam, e a partir dessa altura lacrimejou mais do que um dia imaginou poder conseguir.

Chorava de saudades misturas com angústia, envolvia-se numa constante frustração, e encontarva um conforto inconfortável em todos esses sentires, Alice deixou de se perceber. Lágrimas salgadas que lhe feriam a cara, e lentamente trilhavam o caminho por onde seguiriam tantas vezes. Até as suas lágrimas, dentro deste mundo estranho, tinha a sua própria vida.

Alice passou a viver em constante sobressalto, sempre consciente que tudo dependeria dela mesma.

Trabalhava sempre em qualquer coisa, não podia parar , e corria para não sentir o tempo passar. André não trabalhava... Alice não insistia.

Alice nunca desistia e especializava-se em esperar. Só queria poder amar sem medo, e esquecendo-se que o amor é partilha, entregava tudo o que tinha dentro de si, sem nunca pedir nada em troca. Entendia que quem ama, simplesmente dá.

E foi assim que continuou a viver, aguardando por um amor que tardava em chegar, no qual ela teimosamente insistia em acreditar. Já tinha dado o primeiro passo, a caminho daquela felicidade que se encontra do lado de lá de um sítio qualquer.
Assim se confundia Alice, andava por um caminho escolhido, iria até ao fundo daquele ilusório lugar

Continuando assim...Alice seguia em frente.




SE EU NÃO FOSSE NUNCA SABERIA COMO IRIA SER

Decisão tomada, rumei para o Sul de mim.
Arrumei tudo o que podia dentro do carro, com a ajuda de Diana, coube lá tudo dentro.
Tudo o que iria precisar para começar o que quer que fosse.
Mais um candeeiro...mais uma almofada...
Cabia tudo. 
Era impressionante como tudo cabia dentro do "senhor do bem".
Foi assim que um dia baptizamos o meu carrito azul, aquele que veio substituir o já cansado "verdinho".
E o "senhor do bem", correu até lá, até aquele Sul...
Tudo lá dentro. 
Eu lá dentro, as coisas lá dentro, a Diana lá dentro embrulhada em mantas soltas com caixotes de coisa nenhuma ao colo.
A Diana, que sempre me quis ajudar a arrumar tudo, mal sabendo que nem "tudo" se "arruma"...
Divertidas e triunfantes na nossa tarefa, segumos as duas para Sul.
casa arrendada , cidadde nova, stio para por as coisa, sitio para arrumar as coisas, sitio para desarrumar emoções...
Em tempo recrde, tratei de tudo, eu corria. Eu corria como se não houvesse amanhã!
Foi assim sempre, nem eu sabia que iria ser sempre assim.
Afundava-me em teorias criadas por mim
-- seu eu não for nunca saberei como teria sido--
Fui, e soube.
Enquanto arrumava, tentava ligar-lhe  sem resposta.
Invetava e desenterrava justificações na minha cabeça, que rodopiava como um pião, pensava e justifecava atitudes injustificáveis.
Lá , naquele outro mundo só dele, eu nunca conseguia adivinhar nada.
Começando a acomodar a minha vida dentro do carro, enchia-o de coisas, enchia-o de mim.
Carro cheio,  seguimos viagem.
Pensando como iria ser , eu imginava tudo, e não adivenhava como iria ser. Nem me apercebia do que já estava sendo. 
--Alice, tu pensas demais...--
Eu encontrava sempre uma fundamentação para tudo, não ouvia ninguém. E tanto já me tinham dito...
--Será teimosia minha, ou é esta gente que vê tudo destorcido?--
Eu acreditacva . Eu acreditava no amor, e correria atrás dele.
Nem, pensei que André me poderia ter ajudado nesta tarefa, nesta mudança de coisas dum lado para o outro. 
Tomei-a como minha desde o inìcio.
Decerto, que não iria poder por qualquer razão, nem me atrevi a sugerir
Pensava calada, guiando-me para o resto da minha vida.
E sem resposta , tentava ligar-lhe vezes sem conta... onde estará? porque não atende..?
Fico sem bateria no telemóvel.
-- malditos aparelhos, que desde que entraram nas nossas vidas, passaram a ser "um olho na testa" de todos nós!--
Chegámos à primeira estação de serviço na auto estrada.
--agora ninguém me parava, não voltaria para trás!--
Gasolina, café, tabaco...risos e cansaço.
Eu disfarçava o nervosismo com risos, consumia-me de dúvidas, daquela barreira que se começava a erguer entre nós, e eu sem perceber...eu sem nunca querer perceber.
" Espera Diana, já seguimos. Vou tentar ligar para o André ali da cabine, fiquei sem bateria no telefone."
Marco o número, carrego devagar nas teclas frias e metálicas.
Finalmente a comunicação! que susto...Depois de tantas tentativas! que alívio...que tudo!
"Olá André, (sorrisos na voz), já estou a ir para baixo. Eu e a Diana fizemos tudo, agora quando chegar é só arrumar! "
Continuava a sorrir, nem sentia o frio cinzento daquelas teclas geladas na ponta dos meus dedos.´
"Só agora é que falas Alice?!!" ...ouvi, senti agressividade....
"Para a próxima pede ajuda! Está bem! Eu estou aqui sem fazer nada! Não sabes que não tenho nada que fazer?! Devo servir para alguma coisa...ou queres fazer tudo sozinha?! "
Sentindo a sua voz sarcástica, irritada e cheia de raiva descontida, não o consegui entender.
Nem consegui responder...assustada , tentei pedir desculpa.
Assustada, começei a sentir-me culpada nem sabia de quê...
-- a capacidade que tem em me desestabilizar.--
Impressionada, não sabia lidar com tudo...nem com nada. Nem com ele, nem comigo...
Iria ser tantas vezes assim.
-- afinal, quem quer ajudar aparece sem ser convidado --
Nessa altura culpava-me, estupidamente,  por não saber o que André sentia ou pensava.
Começei com susto. Mas eu conseguia, eu habituava-me .
Eu jurei-me conseguir entender tudo.
-- a culpa é de toda a situação, sem emprego...a viver na mesma casa , com quem já se tinha cansado de querer... --
Será que precisa e mim?
Tenho a certeza que sim, preciso de ir.
Armei a minha "fortaleza de papel", e lá fui, triste e cada vez mais magoada. Disfarçava-me com um sorriso.
Odiava-me por não ter adivinhado o que le pensava... não queria falhar em nada .
Quase em silêncio, chegamos a Faro quase sem eu dar por isso.
Coisas para cima, coisas para baixo..
Elevador para cima, elevador para baixo..
Depois de ter cabido tudo, dentro daquele andar alto, num prédio qualquer, numa Cidade a Sul de mim.
Num andar alto, onde se via a luz do farol, virada para a ilha. Iluminada por fios de luz.
A luz entrava fininha e cadente na escuridão do quarto, iluminava as paredes brancas com riscos duma cor púrpura.
Depois de esvaziar-mos o "senhor do bem", depeço-me da Diana, agradeço-lhe tudo e mais alguma coisa !
Fico só.
Abro a porta à minha frente, esqueço-me da que fechei atrás de mim.
Tudo espalhado pelo chão, primeira noite na que seria a primeira casa... a Sul de tudo.
Não consegui dormir sem arrumar tudo no sítio.
Nem precisava de ajuda, fazia tudo sozinha e a correr.
Compensava a minha própria "desarrumação", materealizando-a num simples arrumar de coisas móveis, para lá , para cá, num frenesim frenético.
Depois de horas a arranjar kugar para tudo, parei cansada e feliz.
Esquecia aquilo que tanto me atormentou. Esqueci o som sarcástico da sua voz, esqueci a fúria e a angustia que ouvi.
Arrumei na minha "gavetinha", aquele pensamento que não queria ter.
O escárnio...a intolerância que me petrificava.
Cheguei e fiquei só, logo no primeiro dia do resto da minha vida. E dentro desta frase batida, continuei a ficar só e nem quis saber.
Passadas umas horas de sono, tocam à porta.Uma campainha que eu ainda nem conhecia, acordo num pulo (eu passei a acordar assim), e corro! Continua a correr Alice...
"André!!"
Um beijo desmedido,um beijo onde se vivem vidas inteiras, um daqueles nossos beijos tão peculiares.
Os nossos beijos eram assim.
Ñem queria que acreditar que estava finalmente ali, perto dele ... do meu André....
Entrou naquela cas com um passo pacato, sorria com um sorriso espantado.
"Mas como é que tu conseguistefazer isti tudo sozinha?! Já está tudo arrumado, a casa nem parece a mesma. ès incrível Alice!"
Eu sorria , feliz com o seu aparente contentamento. 
Era o que eu mais queria, o que mais desejava, sentir a sua felicidade.
Sonhando que algum dia, até aquela feia casa poderia ser a nossa casa, pensava baixinho. Mostrava-lhe tudo o que tinha feito com orgulho e ânimo, nascia uma inexplicável força dentro de mim. Fiz tudo sozinha.
-- está tudo feito, não te preocupes André. Não te preocupes nunca comigo, minha decisão meu risco. Lembra-te? estou a começar a conseguir...eu consigo André--
Demostrava uma enorme energia, e escondia-lhe uma força tão débil. 
Demostrava que ficaria bem, quando só queria gritar-lhe que precisava dele até para respirar.
-- Tu consegues Alice, vamos...tu consegues, continua a sorrir! não o faças sentir culpado de nada, ela fraqueja sempre...mas tu consegues. Ele está tão assustado, guarda as culpas todas para ti, arruma-as lá naquele sítio, naquela "gavetinha" que tu já conheces tão bem. --
Dentro da minha "fortaleza de papel", eu quase desfalecia quando ficava só.
-- dá tempo ao tempo..um dia ele fica...agora já quase não tem razões para não ficar...--
Com pressa de tudo, e sem pensar que depois de tudo deixa de haver alguma coisa, esperava já com uma mestria invejável.
Com uma culpa, que eu não sabia de onde vinha, olhava-o.
De tão bonito, ofuscava-me o pensar...
-- logo tu Alice, que nunca achas-te piada a homens bonits...quem diria...e agora assim quase sem dares por isso...--
Sentia que havia qualquer coisa que ainda estava por desvendar, e que se misturava no meio da sua beleza. 
Estava escondida, não se deixava adivinhar.
E eu ia até lá, até ao fundo dos seus olhos, se assim tivesse que ser.
Primeira manhã naquela casa nova.
A partir dali, um livro branco onde imaginei escrever uma história colorida. Um sonho que ía regando, e que julguei nunca ter fim, por não saber lidar com eles, eu não imaginava finais.
André, satisfeito com o que via à sua volta, depois de elogios sedutores, beijos e abraços, partiu sem que eu esperasse.
"Desculpa Alice, mas agora vou ter que ir, estão à minha espera."
Sem nada perguntar, fingi que compreendia.
Sorri-lhe com um sorriso de palhaço pobre. 
Eu fazia do sorriso um escudo, para me proteger do que não conhecia.
As suas palavras continuaram a gritar-me.
"Desculpa Alice, estão à minha espera..."
E na casa fazia, continuando a sorrir, as lágrimas caíam esborratando a minha cara pintada com tintas dfe palhaço.



( continua..)



12 comentários:

Oliva verde disse...

Apetece-me perguntar porque somos todos um pouco "Alices"?
Só li este episódio, confesso, mas fiquei com vontade de ler o resto. É que é interessante perceber as emoções e as motivações que nos levam, constantemente, a repetir atitudes e comportamentos mesmo que, lá no fundo e sem mesmo o admitir, saibamos que estão errados!
Obrigada pelo convite. Voltarei!

continuando assim... disse...

Meus amigos, seguidores da história de Alice.
Não é fácil responder a todos. Fica a promessa de passar pelos vossos espaços sempre que possível.
Aos que me seguem já há muito tempo, aos que me seguem antes da história de Alice um obrigado especial .
Aos meus novos seguidores umas boas vindas cheias de carinho.
Só vale a pena , passar horas a escrever, se vocês lerem, se gostarem ...se vos fizer algum sentido.
Continuarei por vocês.
Obrigada.
Teresa

Francisco Vieira disse...

Que remedio teras tu se nao continuar...

A malta gostou. Eu nao perco um!

Uma boa noite pata ti e um beijo

Inês Dunas disse...

"Oferecendo liberdade, Alice aprisionava-se sozinha." Compreendo tão bem a Alice q até dói... Tenho seguido a historia com toda a atenção, aguardando sempre em expectativa a sua continuação... Ao longo da nossa vida, acho q todas nós, mulheres, um dia qualquer, encontramos um André fraco q magoa a nossa Alice, frágil, mas tão cheia de força e tão crente de q o amor consegue triunfar sempre... Mas o amor tb precisa de Andrés cheios de força, mas os Andrés estão sempre mais preocupados em viver vidinhas medíocres e nada sabem do amor...

Moonlight disse...

Olá!

Claro que faz sentido voce escrever...por´gostarmos e por fazer bem ao teu espirito deitar para fora algo que ainda magoa lá dentro com toda a certeza.
A velha mania das mulheres enterarem a cabeça na areia para não verem o que está á frente da vista.
A velha mania de calarmos as palavras com medo de magoarmos quem nos magoa sem medo....
Vou continuar esperando pelo resto desta historia que está interessante.

Bjinho cheio de luar

Graça Pereira disse...

Penso que todas nós, mulheres, temos um pouco de Alice... a história toca-nos e tu, escreves bem...como sempre! Quero ler mais.
Beijocas
Graça

poetaeusou . . . disse...

*
eu conheço esta Alice,
será quem eu penso ?
,
conchinhas, deixo,
,
*

Pah disse...

Quem é Alice?

momo disse...

Aquí os sigo con el máximo interés a tí y a Alice
besinos

Valéria disse...

Voltei..tinha que continuar a ler.
Alice acredita realmente em seus sonhos, sabe amar e conhece a essência do sentimento, Alice sou eu.

BeijooO'

Tatiana disse...

Vim agradecer a visita e ao convite!
Pretendo ler desde o início...

Aproveite bastante o fim de semana!

Beijos com meu carinho

continuando assim... disse...

Tatiana, obrigada por seguires, fico {a espera dos teus coment[arios. Um beijo

Val[eria, ou alice.... beijo e os sonhos s]ao para se acreditar sempre.

Pha, h[a tantas Alices >(

poeta, quem n]ao conhece uma Alice....

Moonligth , obrigada por ires seguindo. um beijo