terça-feira

descendo

 
                                                                Sonja Vatentina  (www.sonjavalentina.blogspot.com)

Estranhamente me perdendo

estranha igual a mim
passo entre corpos , que não há
desço,
olhando-me...
olham-me
não me reconhecem

estranhamente me sinto no meio de tudo
vazia,
descendo
não me sentido em nada  

estranhamente reconheço  a in lucidez de mim
a in lucidez de ti.

estranhamente , em lugares que não entendo
perdendo-me
desço...

estranhamente
me encontro em ti
por cada segundo
ou momento 
vivido intensamente em nós

estranhamente
desço

reconheço-me em ti
e
não me ouves
neste estranho silêncio
instalado no meio de nada 
desço...

...olhando-me ..não me sabes...
...estranhamente me recordo,descendo
perdendo-me de ti
ensurdecendo-me
estranhamente te oiço do nada...
corpos estranhos
correndo
descendo

atrás de mim...
estranhamente, me perco neste meio
estranhamente nos recordo

abrindo caminhos 
desço
procuro o teu
estranhamente invisível,  intocável,  inexistente
acusando-me de ti 
estranhamente,  me ignoro sempre
correndo,
descendo...

Teresa Maria Queiroz / Fevereiro 2010
foto  - Sonja Vatentina  (www.sonjavalentina.blogspot.com) --obrigada Sonja

12 comentários:

crida disse...

Bem... adorei este poema, simplesmente maravilhoso. beijinhos.

Liliana disse...

Muito, muito bonito. Um beijo

ONG ALERTA disse...

Estamos sempre a procura de algo de alguém, mas nosso maior desafio é encontrar o amor, paz.

Wanderley Elian Lima disse...

OLá
E estranho como as vezes nos perdemos, a porcura de outro alguém. Belo poema
Beijos

Sonhadoremfulltime disse...

subindo ou descendo, o que importa é encontramo-nos primeiro e depois encontrar o que sempre procuramos...

Beijos

Mika disse...

Gostei do descer intenso. Nem sempre o descer pode significar afastar ou tornar longe.
Associei o descer o reecontro com o rio lá em baixo nessa imagem que me é tão próxima na memória e que vivi durante alguns anos, quase todos os dias.
Como sempre... é solarengo ler-te.
Abraço

Miguel

Aleph disse...

"Como sempre... é solarengo ler-te", escreveu o Mika. E eu subscrevo.
Subscrevendo-te.
Perdi-me pelo teu poema dentro.
Sem autorização.
Aleph.

Luis Fideles disse...

Sempre fortalecedora, Tê.
Ler-te aquece, anima. Ler-te alegra o corpo e refresca o espírito.
E adorei a frase do Mika "é solarengo ler-te" ... É isso mesmo.

Um beijo. E continua assim :))

Tulipa disse...

Gostei muito do poema.
E quantas vezes não fiz essa descida, também.
kisses

Sioux disse...

Estranhamente encontrei-me aqui e, como foi bom sentir este sentido de mim aqui, subindo ou, descendo o que importa foi encontrar.

Bjo

RFSPblog disse...

Hello!

Love your blog...

Follow me,
http://rfspblog.blogspot.com/

Valquíria Vasconcelos disse...

mais genuina solidão é sentirmo-nos sós no meio da multidão... a primeira vez que senti isso tinha quinze anos e andava a passear pela rua augusta...

:)

bj